
Decreto-Lei 237/83 de 8 de Junho cria o Parque Natural do Alvão
Preambulo
O sítio conhecido pelo nome de Fisgas de Ermelo, situado na Serra do Alvão, concelho de Mondim de Basto, é sobejamente conhecido na região pelos seus valores naturais únicos ou raros.
Trata-se de uma região com formações xistosas silúrico de grande interesse paisagístico e geológico, cujo fulcro é a queda de água do rio Olo, em Fisgas de Ermelo. Aí, onde ocorrem quartzitos do ordovícico inferior, dispõem-se as bancadas «em anticlinal aberto e de eixo inclinado para SW, isto é, para jusante do rio Olo» (Carlos Teixeira). A sua altitude é de 800 m, descendo em várias cascatas, um desnível de 250 m num percurso de 1500 m.
Cite-se ainda o filão de andaluzite no alto de Cravelas, a zona de Muas, o caos granítico que culmina na catedral granítica de Arnal e a queda de água do moinho de Galegos da Serra.
No rio Olo, rico em truta (Salmo fario), pode ainda encontrar-se a lontra.
Em toda esta região a avifauna é abundante e diversificada, incluindo, nomeadamente, a águia real, a qual ainda muito recentemente ali nidificava. Entre os mamíferos estão presentes, entre outros, o javali, o corço, o texugo, a lebre e o coelho. Entre os répteis poderá encontrar-se a cobra de focinho alto, o sardão ou lagarto de água e a víbora.
A flora e a vegetação são também ricas e diversificadas.
Não menos notável é a arquitectura tradicional de alguns dos seus povoados, sobretudo em Ermelo e Lamas de Olo, com uma arquitectura serrana própria e aspectos sociológicos, artesanais e paisagísticos de grande interesse, sem esquecer Fervença, com a sua zona agrária verdejante e formosa, disposta numa sucessão de socalcos.
O interesse local pela criação do Parque Natural do Alvão tem sido manifestado por várias formas, nomeadamente através da Câmara Municipal de Vila Real, Instituto Universitário de Trás-os-Montes e Alto Douro e Comissão Regional de Turismo da Serra do Marão, os quais se têm empenhado junto dos organismos centrais competentes para a sua rápida concretização.
…
Artigo 6.°
1-Dentro dos limites do Parque Natural do Alvão são proibidos, sem parecer favorável da comissão instaladora ou do órgão directivo do Parque, logo que nomeado, os seguintes actos ou actividades:
(…)
c) A abertura de novas vias de comunicação, a passagem de linhas eléctricas ou telefónicas e a abertura de valas para instalação de redes de água ou esgotos;
(…)
e) As alterações à configuração natural do terreno por meio de aterros, de escavações ou da exploração de minas ou de pedreiras a céu aberto;
g) O derrube de árvores singulares de grande interesse estético, paisagístico, histórico ou outro e de árvores em maciço, salvo os cortes autorizados pelos serviços florestais;
h) A captação ou desvio de águas;
i) Quaisquer intervenções nas áreas onde existam nascentes de água;
j) A destruição do solo vivo e do coberto vegetal;
(…)
l) A remoção ou a utilização de qualquer valor arqueológico;
m) A remoção ou utilização de valores de interesse geológico ou geomorfológico únicos, raros ou interessantes;
n) A remoção, a adulteração ou a utilização de valores culturais, artísticos ou de índole semelhante;
(…)
A Resolução do Conselho de Ministros nº 142/97, de 28 de Agosto cria o Sítio “Alvão Marão” (proposto para Sítio de Importância Comunitária - SIC - rede Natura 2000).
Preambulo
O sítio conhecido pelo nome de Fisgas de Ermelo, situado na Serra do Alvão, concelho de Mondim de Basto, é sobejamente conhecido na região pelos seus valores naturais únicos ou raros.
Trata-se de uma região com formações xistosas silúrico de grande interesse paisagístico e geológico, cujo fulcro é a queda de água do rio Olo, em Fisgas de Ermelo. Aí, onde ocorrem quartzitos do ordovícico inferior, dispõem-se as bancadas «em anticlinal aberto e de eixo inclinado para SW, isto é, para jusante do rio Olo» (Carlos Teixeira). A sua altitude é de 800 m, descendo em várias cascatas, um desnível de 250 m num percurso de 1500 m.
Cite-se ainda o filão de andaluzite no alto de Cravelas, a zona de Muas, o caos granítico que culmina na catedral granítica de Arnal e a queda de água do moinho de Galegos da Serra.
No rio Olo, rico em truta (Salmo fario), pode ainda encontrar-se a lontra.
Em toda esta região a avifauna é abundante e diversificada, incluindo, nomeadamente, a águia real, a qual ainda muito recentemente ali nidificava. Entre os mamíferos estão presentes, entre outros, o javali, o corço, o texugo, a lebre e o coelho. Entre os répteis poderá encontrar-se a cobra de focinho alto, o sardão ou lagarto de água e a víbora.
A flora e a vegetação são também ricas e diversificadas.
Não menos notável é a arquitectura tradicional de alguns dos seus povoados, sobretudo em Ermelo e Lamas de Olo, com uma arquitectura serrana própria e aspectos sociológicos, artesanais e paisagísticos de grande interesse, sem esquecer Fervença, com a sua zona agrária verdejante e formosa, disposta numa sucessão de socalcos.
O interesse local pela criação do Parque Natural do Alvão tem sido manifestado por várias formas, nomeadamente através da Câmara Municipal de Vila Real, Instituto Universitário de Trás-os-Montes e Alto Douro e Comissão Regional de Turismo da Serra do Marão, os quais se têm empenhado junto dos organismos centrais competentes para a sua rápida concretização.
…
Artigo 6.°
1-Dentro dos limites do Parque Natural do Alvão são proibidos, sem parecer favorável da comissão instaladora ou do órgão directivo do Parque, logo que nomeado, os seguintes actos ou actividades:
(…)
c) A abertura de novas vias de comunicação, a passagem de linhas eléctricas ou telefónicas e a abertura de valas para instalação de redes de água ou esgotos;
(…)
e) As alterações à configuração natural do terreno por meio de aterros, de escavações ou da exploração de minas ou de pedreiras a céu aberto;
g) O derrube de árvores singulares de grande interesse estético, paisagístico, histórico ou outro e de árvores em maciço, salvo os cortes autorizados pelos serviços florestais;
h) A captação ou desvio de águas;
i) Quaisquer intervenções nas áreas onde existam nascentes de água;
j) A destruição do solo vivo e do coberto vegetal;
(…)
l) A remoção ou a utilização de qualquer valor arqueológico;
m) A remoção ou utilização de valores de interesse geológico ou geomorfológico únicos, raros ou interessantes;
n) A remoção, a adulteração ou a utilização de valores culturais, artísticos ou de índole semelhante;
(…)
A Resolução do Conselho de Ministros nº 142/97, de 28 de Agosto cria o Sítio “Alvão Marão” (proposto para Sítio de Importância Comunitária - SIC - rede Natura 2000).

“A Rede Natura 2000 é outro instrumento de relevo para a conservação da natureza e consiste num conjunto de áreas criadas por imposição comunitária, surgidas a partir do contributo individual (e obrigatório) de todos os países membros da União Europeia para uma listagem de áreas que contribuíssem para a preservação de habitats naturais, da fauna e flora, tendo em consideração as exigências económicas, sociais e culturais. Foi assim criada a nível europeu uma rede ecológica denominada Natura 2000, constituída por Zonas Especiais de Protecção e que pretende a conservação de habitats de grande valor ecológico, bem como a determinação de Zonas de Protecção Específica (Sítios de Interesse Comunitário) relativas à conservação de aves selvagens.”




1ª Questão
2ª Questão



O fim de um interminável nó górdio.
"Não há mercado para ter já dez novas barragens"


É bom de ver que um privilegiado que, da varanda daquela casa amarela, tinha os barbos, à mão de semear, na altura da desova das bogas , não se conformará com a barragem, mas há que acompanhar o progresso, para além de que essa pesca, de palanque, e pouco desportiva, caiu em desuso, como o carboneto, as bombas de foguete e o pirrixil, que estão banidos da pesca profissional ou lúdica, desdobramento da mesma coisa com que o Governo nos pôs a pagar duas vezes (de forma sustentada, a primeira, e insustentável, a segunda) ; de resto é patente o seu reaccionarismo, no gosto por estes postais revivalistas, como no facto de haver trocado, hoje, o futebol no canal 1, por um fim de tarde metido num barco (guiga, para os autóctones) indo ao ponto de perder a compostura e desatar a berrar que nem um capado, ao passar debaixo do arco da ponte, apenas para iniciar o neto nas artes do eco, coisa que não funciona no interior do infantário...!
Agora meteu-se a tirar fotografias a torto e a direito.Que importância têm estas ínsuas (que só serviam para acoitar - honni soit - por altura das festas do Junho, umas alternadeiras que então se não chamavam exactamente assim) perante a cabra do Gerês e as gravuras de Foz-Côa , a factura energética, a balança de transacções correntes e o crescimento negativo da economia, agora que nem moinhos há, que muito ajudariam ao protocolo de Quioto, e eram tão regionais e amigos do ambiente?!
Anda esta gente preocupada com meia dúzia de amieiros, e estas correntes (golas, se chamavam naquela altura) onde no verão se instalavam barracas de madeira cravadas nos seixos do fundo, e que só serviam para os casais à moda antiga se ensaboarem uma vez por ano, no meio das maiores poucas vergonhas, escarqueijando-se na mesma água que então bebíamos, directamente do rio, (lá está! - Os tais usos múltiplos de que agora falam os engenheiros da EDP do alto da sua cátedra, como se tivessem descoberto a pólvora).
Na mesma linha de progresso e vistas largas, ainda anteontem (e isto aconteceu de facto) sugeria este incréu, ao Pároco, que na senda das intervenções dos arquitectos Fernando Távora e Alcino Soutinho, naquele conjunto monumental de S.Gonçalo, (bem conseguidas, de resto) seria tempo de aplicar uma placa naquele tremendo pé direito da Igreja, desde que não alterassem a cércea e a fachada, que ali caberiam muitos escritórios ou quejandos, passado o travo inicial, à maneira da Coca-Cola e do Gin tónico, que primeiro se estranha e depois entranha-se, numa solução múlti-usos à semelhança do Mercado do Bolhão e da Praça do Campo Pequeno.
E se não for antes, quando o Jorge Coelho, que não frequenta a Igreja, passar a atalhar por ali, a caminho da Câmara, certamente que com a sua vasta experiência em obras públicas e construção civil, não deixará de atentar naquele desperdício em pleno Centro.



