
sábado, 2 de agosto de 2008
terça-feira, 22 de julho de 2008
Carta ao Presidente da Câmara Municipal de Amarante
C/ Conhecimento:
Exº Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Amarante
Exº Sr. Presidente da Comissão de Acompanhamento Da Barragem de Fridão / AM
Tendo o Grupo Cívico "Por Amarante Sem Barragens" vindo a acompanhar com crescente perplexidade, a forma como o processo da barragem de Fridão avança inexoravelmente, perante a aparente passividade do Chefe do Executivo camarário, mesmo sobre o anúncio de ontem, 17 de Julho, de que a EDP saiu vencedora do concurso para a sua exploração, tal afigura-se-nos, no mínimo, inexplicável.
Estando o processo de Fridão inquinado de raiz, na medida em que foi feito de costas para Amarante, a indisfarçável intenção de escamotear o seu impacto directo, e proximidade em relação à nossa cidade, é bem patente, no expediente de o Programa referenciar a barragem como distando 1,8 quilómetros da povoação de Moimenta, que ninguém conhece.
Daí que nem uma palavra ali conste sobre as implicações com a segurança dos amarantinos que passarão a viver com 200 hectómetros cúbicos de água apresados 90 metros acima das suas cabeças e apenas a 6 quilómetros a montante da cidade, o que torna irrisórios quaisquer sistemas de alerta ou planos de evacuação das populações ribeirinhas que doravante ficarão de refém perante uma catástrofe ainda que remotamente possível, tal como admite o Regulamento Sobre Segurança de Barragens.
A Construção da Barragem de Fridão e uma eventual elevação da cota das águas na cidade, levaram o professor Rui Cortes a afirmar peremptoriamente , em Abril passado, no salão Nobre dos Paços do Concelho, numa sessão a que V Ex.ª se viu impedido de comparecer, que Amarante "vai sofrer um desastre ambiental irreversível", e que "tal como a conhecemos desaparecerá".
Por que espera, então Sr. Presidente para divulgar o estudo jurídico encomendado pela câmara, com o seu voto contra, tanto mais surpreendente quanto pareceria que aquele vinha de encontro à vossa solene e pública promessa de "lutar dentro do esquema legal para que não se construa aquela barragem"?
Este aparente letargo em V Ex.ª, parece-nos pender mais para a vossa tese de 1999, quando a propósito desta exacta barragem contrapunha que Amarante não está no Centro do Mundo, do que para o solene compromisso de Maio de 2008, de lutar dentro do esquema legal ou qualquer outro mesmo a nível do magistério de influência.
E isso será bastante contagioso, olhando à apatia dos principais partidos e movimentos representados nos órgãos autárquicos, com particular realce para a moribunda comissão constituída na Assembleia Municipal, cujo presidente acaba de declinar responsabilidades políticas de cúpula, por alegado cansaço, certamente que não por causa da barragem de Fridão, nem pelo futuro desta terra tão indefesa, que os que dizem servi-la dão tão fracas garantias na hora da verdade.
Por que esperam então, os líderes partidários para activar as respectivas correias de transmissão que tão bem funcionam em marés eleitorais?!
Será que a escala da barragem de Fridão é secundária, ou será que o receio de ferirem determinadas susceptibilidades fala mais alto?
Daí que o Grupo Cívico "Por Amarante sem Barragens" fiel ao objectivo a que se impôs, de mobilizar e informar os amarantinos, não pode pactuar com tamanho silêncio, e na perspectiva de que V Ex.ª já se comprometeu solenemente a "agir com racionalidade e pouca emoção e a lutar dentro do esquema legal para que se não construa esta barragem, e que não vai ao tapete com facilidade, ameaçando levar a questão ao Presidente da República e aos tribunais se o Governo insistir em construir a barragem de Fridão ou mexer na cota de exploração da barragem do Torrão, no troço final do Tâmega", pedimos-lhe que avance de uma vez por todas.
Os 2161 subscritores da petição contra a barragem de Fridão, disponível hoje em http://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?PASB2008 são um claro e inequívoco sinal de que tem V Ex.ª inteiro aval para avançar com o que terá em reserva.
Assuma-se, antes que Amarante vá ao tapete com V Ex.ª Sr. Dr. Armindo Abreu, que nunca as gerações futuras nos perdoariam tamanha e tão infame capitulação.
Com a nossa total disponibilidade para vos secundar e apoiar nesta causa em que a V Ex.ª compete dar um claro sinal e assumir uma inequívoca posição, reiteramos a certeza de que V Ex.ª não defraudará as expectativas que gerou, e compromissos solenemente assumidos.
Em representação do Grupo Cívico "Por Amarante Sem Barragens"
Com os melhores cumprimentos
Amarante, 18 de Julho de 2008
Artur T F Freitas - BI nº 13272938BI
Álvaro Cardoso - BI nº 2708977
Hugo Silva - BI nº 5901749
domingo, 20 de julho de 2008
200 ANOS DEPOIS...!
quinta-feira, 17 de julho de 2008
O silêncio dos "inocentes"

"Se não houver razões de natureza administrativa em contrário, a EDP é a vencedora, uma vez que o critério financeiro é determinante" neste concurso e a EDP foi a concorrente que ofereceu valores mais altos, que totalizaram os 161,7 milhões de euros para as barragens de Alvito e Fridão, adiantou Orlando Borges.
O júri do concurso vai agora fazer um relatório e consultar os restantes concorrentes à construção da barragem de Fridão, as espanholas Unión Fenosa, Iberdrola e Endesa que apresentaram propostas que variaram entre os 80,001 milhões de euros e os 20 milhões de euros.
Segundo o presidente do INAG, não havendo contestação dos concorrentes vencidos ou problemas administrativos com a proposta da EDP, a construção da barragem será adjudicada à empresa portuguesa dentro de "oito a quinze dias". "
(...)
MARÃOonline
Perante o silêncio comprometedor de quem parece disposto a vender o nosso futuro, eles já deram mais um passo...
Não é conhecido o valor das propostas individuais da EDP relativamente às barragens de Fridão e Alvito.
Para Fridão, a Endesa apresentou a proposta mais alta do grupo das espanholas (80,001 milhões de euros), seguida da Iberdrola (37,2 milhões de euros) e Unión Fenosa (20,52 milhões de euros).

quinta-feira, 10 de julho de 2008
A Barragem de Fridão, outras vozes
As Barragens do nosso descontentamento
O Governo apressa-se a avançar com o plano nacional de barragens, ignorando a opinião pública e das organizações da sociedade civil. Já o Ministro do Ambiente dizia na Assembleia da República que agora com o plano feito e as barragens seleccionadas era para se avançar no terreno. Com isto ele queria dizer que serão irrelevantes os estudos de impacto ambiental e, obviamente, a opinião da sociedade e populações afectadas. A participação pública resume-se, como habitualmente, a nada.São 10 as barragens incluídas no plano: 6 na bacia do rio Douro, 2 na bacia do rio Tejo e uma nas bacias dos rios Vouga e Mondego. Posteriormente foram adicionadas as do Ribeiradio e do Baixo Sabor. Destas 12 barragens, 4 são particularmente problemáticas: a do Foz Tua, a do Fridão (Amarante), a de Almourol (Abrantes) e a do Baixo Sabor.A do Foz Tua será entregue à EDP, a qual apresentou uma proposta de cota máxima: 195 metros. De qualquer forma, independentemente da cota, desaparecerá a parte mais atractiva do vale do rio Tua e da linha ferroviária que o atravessa, considerada uma das mais belas do mundo, perdendo-se igualmente a ligação à linha do Douro e ao litoral. Além disso, serão inundadas um conjunto de vinhas inseridas na Região Demarcada do Douro, o único sustento de várias famílias.As outras quatro barragens já sujeitas a concurso situam-se no Alto Tâmega, estando no interior de um círculo com um raio de uma dezena de quilómetros. A quinta barragem da sub-bacia do Tâmega é a do Fridão, e está a gerar polémica por ficar apenas a 12 km da cidade de Amarante: isto significa que a população ficará emparedada entre um dique, com 90 metros de água acima da cidade, e um açude, num plano mais elevado que o paredão da barragem do Torrão. Em caso de cheia rápida e da necessidade de abrir as comportas da barragem, isso colocaria em elevado risco a população de Amarante. Além disso, com a possível alteração do nível da água e das suas condições de circulação, será danificado o rico património paisagístico da cidade.No total são seis novas barragens para a bacia do Douro, já muito intervencionada por barragens (tanto no lado português, como no espanhol) e com poucas áreas entregues aos ecossistemas naturais e biodiversidade. Estes novos projectos vão alterar definitivamente as relações entre os ecossistemas ribeirinhos, bem como entre as populações e o seu ambiente natural e paisagem, nomeadamente na continuação de actividades económicas de baixo impacto ambiental e que são essenciais para a fixação das populações.
(...) De acordo com os cálculos da Quercus, o plano de barragens traria um contributo de apenas 3,3% do consumo final de energia de 2006, significando uma redução das emissões, na melhor das hipóteses, de 1% em relação a 1990. Pois acontece que o plano de barragens não entrou em linha de conta com o facto de 89% das águas armazenadas em albufeira encontrarem-se em processo de eutrofização, significando que estão a libertar gases de efeito de estufa e a tornar a água imprópria para qualquer uso. Isto derruba o argumento do contributo das barragens para o combate às alterações do clima e para a criação de reservas de água (as quais passarão, aliás, a ser controladas por privados) numa situação de irregularidade climática.Também o argumento das barragens enquanto instrumento de controlo das cheias tem de ser avaliado com cuidado. Já em situações de cheias rápidas no país, com elevados prejuízos humanos, a existência de barragens acabou por transferir o problema para outras zonas ou mesmo agravar os efeitos devastadores das cheias. Hoje, a nível europeu, está a passar-se progressivamente da noção de «controlo» para a noção de «gestão» das cheias, apostando-se em soluções locais adequadas.É preciso parar este engodo do Governo, recolocando os argumentos que contam e dinamizando a opinião pública para travar as barragens do nosso descontentamento.
Rita Calvário
http://gerotempo.blogspot.com/2008/05/as-barragens-do-nosso-descontentamento.html
terça-feira, 1 de julho de 2008
IBERDROLA paga quase 304 milhões de euros por quatro barragens do rio Tâmega
A Iberdrola foi a empresa que apresentou a proposta financeira mais elevada para as barragens de Padroselos, Alto Tâmega, Daivões e Gouvães, no valor de 303,7 milhões de euros, afirmou à agência Lusa o presidente do Instituto da Água.
Segundo Orlando Borges trata-se de um valor muito superior ao inicialmente estimado, de 120 milhões de euros.
"Só para estas barragens foram apresentadas propostas financeiras que quase cobrem a totalidade do programa nacional de barragens que tínhamos em expectativa", afirmou.
A EDP e a Unión Fenosa foram as restantes empresas que apresentaram propostas para este conjunto de quatro barragens, acrescentou.
Os aproveitamentos hidroeléctricos de Girabolhos (rio Mondego) e de Pinhosão (rio Vouga) não receberam qualquer candidatura, por questões técnicas, razão pela qual o Instituto da Água (INAG) vai avançar com dois concursos separados.
Orlando Borges afirmou à Lusa que a adjudicação da construção das quatro barragens da cascata do Tâmega deverá ocorrer dentro de três semanas a um mês.
In: Marão online
A IBERDROLA, que se candidata à exploração destas quatro barragens na bacia do Tâmega, a montante de Amarante, é uma empresa espanhola que actua na distribuição de gás natural e na geração e distribuição de energia eléctrica.
Dia 17 de Julho é a data limite para apresentação das propostas para a construção e exploração da barragem de Fridão.
O cerco aperta-se a Amarante, perante o silêncio ensurdecedor de alguns.
É necessário acentuar o esforço de recolha de assinaturas, que tem de chegar às quatro mil, para obrigar a Assembleia da República a pronunciar-se sobre o assunto.
Quero, posso e mando...! Ou, o dito e o escrito.
30.06.2008-17h47 Lusa
Para o primeiro -ministro, José Sócrates, a discussão em torno dos problemas ambientais da Barragem do Baixo Sabor está "ultrapassada", apesar das novas acções de protesto dos ambientalistas, levadas a cabo no dia da formalização da adjudicação da construção do empreendimento. "Todas as palavras estão ditas, resta construir" esta e outras barragens constantes do Plano Nacional, referiu José Sócrates em Picote, no concelho transmontano de Miranda do Douro."
Por aqui se comprova o lugar comum contra o qual emergiu o Decreto-Lei 232/2007 de 15 de Junho, embora dificilmente nos deveria encarar olhos nos olhos quem assim fala e então escreveu e assinou, um só
Primeiro-Ministro,
José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa

"MINISTÉRIO DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO
DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Decreto-Lei n. 232/2007
... Desde cedo a experiência nacional bem como a resultante de outros ordenamentos jurídicos próximos do nosso, que dispõem de um instrumento análogo de avaliação de impactes ambientais de projectos revelou que essa avaliação (ambiental) tem lugar num momento em que as possibilidades de tomar diferentes opções e de apostar em diferentes alternativas de desenvolvimento são muito restritas.
De facto, não é raro verificar que a decisão acerca das características de um determinado projecto se encontra já previamente condicionada por planos ou programas nos quais o projecto se enquadra, esvaziando de utilidade e alcance a própria avaliação de impacte ambiental a realizar."
Pelo mesmo diapasão afinava o ministro do Ambiente, Nunes Correia, quando reconhecia que Amarante tem um "enquadramento cénico notável" com o rio Tâmega e considerou que isso é só por si um "valor", mas, ao mesmo tempo que fazia estas afirmações avançava com o concurso da barragem, embora garantindo que esse património natural seria ponderado na avaliação de impacto ambiental (no dizer do Chefe, vai tudo a eito...!) .
Afinal em que ficamos?Tem a palavra o Sr. Dr Armindo Abreu ...! Saia da penumbra a Comissão constituída na Assembleia Municipal...! Salte de lá o estudo jurídico encomendado na primavera...! O tempo urge, face a um processo inquinado à partida, como se depreende de mais esta assunção de que o jogo já estava decido nos balneários, com o nosso Engenheiro Sócrates a impor a sua autoridade técnica, independentemente de quaisquer impactos ambientais que vierem a ser apurados numa declaração ambiental à boa maneira e isenta, e não capeados num jogo com cartas viciadas como em tantas outras frentes em que cá pela sub-região do Tâmega continuamos alegremente na cauda do pelotão, engodados com promessas miríficas, no papel, e ainda entoando hossanas aos mais baixos índices de distribuição do PIB PC (produto interno bruto, per capita) não só a nível da região Norte como de todo o País, e bem o mereceremos, já que ainda por cima calamos e comemos.
Como temos o Presidente da Câmara na conta de um homem honrado, certamente que quando o PM lhe entregava a pá com que em comum lançavam a primeira pedra do túnel do Marão, o Chefe do Executivo terá levado daqui um recado para considerar Amarante à escala do seu peso único e com o valor acrescentado de um concelho fidelíssimo a ter em conta a um ano de eleições.
Cumpra-se então como está escrito e avancemos em toda a linha, afinados por Amarante. Têm a palavra os nossos representantes eleitos, embora bem precisa seja a voz de todos os Amarantinos muito para além daqueles que constituem apenas uma parte dos que subscreveram a petição à Assembleia de República que vai avançando pé ante pé, muito longe ainda do número de subscritores que imponham a sua apreciação obrigatória pelo Hemiciclo.
terça-feira, 24 de junho de 2008
A barragem de Fridão, outras vozes...

Este belo conjunto monumental contém muito mais do que a sua beleza, por ali passaram as invasões francesas, ali se fez resistência às tropas de Napoleão. Ali nasceram mitos sobre santos casamenteiros, se inspiraram figuras consagradas da nossa cultura tais como Teixeira de Pascoais ou Amadeu de Sousa Cardoso. As origens da cidade remontam…
Interrompo esta emissão para vos fazer um comunicado:
A paisagem que vêm nesta foto com o pescador e o passeio junto ao rio vai ser destruída pela construção de uma barragem a cerca de 6km a montante do rio Tâmega.
sábado, 21 de junho de 2008
ÁGUAS TURVAS... Lá como cá!
EDP recusa disponibilizar à Quercus informação
sobre a barragem do Baixo Sabor
Público 20.06.2008, António Garcias
Empresa recorreu de decisão judicial que, em Abril, a obrigava a fornecer os dados pedidos
A Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, acusa a EDP de falta de ética e transparência por causa da sua recusa em facultar o acesso à documentação, actualizada, relativa ao processo de construção e exploração da barragem do Baixo Sabor. Nem mesmo a sentença do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa (TACL) datada de 7 de Abril de 2008, que obrigava a empresa a prestar a informação solicitada pela Quercus, resolveu, para já, o desacordo.
João Branco, do núcleo de Vila Real daquela organização ambientalista, diz que o facto de a EDP manter as informações sobre a barragem do Sabor fechadas a "sete chaves" é "revelador de que a empresa tem conhecimento do atropelo das leis ambientais portuguesas e europeias em todo este processo". A Quercus estranha também que a EDP, "que tenta passar uma imagem amiga do ambiente, negue informação à maior associação portuguesa de conservação da natureza". Para os ambientalistas, fica claro que a empresa "está a agir sem qualquer consciência ambiental e social" no caso das barragens do Sabor e do Tua.
... ...
Pedido desde Janeiro
João Branco lembra que a EDP, sendo uma empresa com capitais públicos, tem "a obrigação de ser transparente" perante os cidadãos. E afirma que, com esta conduta de "esconder a verdade", a eléctrica está a contribuir para a "destruição da natureza" como um todo, e em particular, do vale do Sabor, um dos locais de maior importância natural e de maior biodiversidade em toda a Europa. A EDP defende-se, afirmando que a decisão do tribunal foi baseada no pressuposto de que as concessões hídricas são concessões de serviço público do ponto de vista administrativo. A empresa vem dizer que, na opinião dos seus advogados, tal não acontece no regime jurídico português e por isso recorreu. Considerando que este recurso tem efeitos suspensivos, a EDP não entregou os referidos elementos, conforme obrigava a decisão judicial de Abril.
O diferendo entre estas duas entidades teve início em Janeiro, quando a Quercus pediu à EDP informações relativas a relatórios sobre a aplicação da legislação ambiental no projecto hidroeléctrico do Baixo Sabor. A associação queria também conhecer a análise custo-benefício e outras análises e cenários económicos utilizados no âmbito da aplicação das medidas e actividades previstas naquela legislação, e ainda, relativas ao concurso público para a empreitada geral de construção do empreendimento.
Em Fevereiro, a EDP respondeu à Quercus alegando que, devido à sua natureza de sociedade anónima, não estava obrigada a prestar as informações solicitadas. Posteriormente, em Abril, o TACL instou a EDP a dar as explicações pedidas. No final desse mesmo mês, a Quercus, terminado o prazo dado pelo tribunal, voltou a pedir as informações, agora justificadas pela decisão judicial, de novo sem sucesso.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
“Por Amarante”

Muito antes de Hans Jonas ter formulado o Princípio da Responsabilidade (“Age de tal maneira que os efeitos da tua acção não destruam o equilíbrio entre a Terra, a Vida e o Homem a que têm direito as gerações que te sucederem”) já, na varanda do Zé da Calçada, Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos, em conversa com o jovem António Fernandes da Fonseca, terá defendido que a “Romaria Espiritual” do Tâmega era a aguarela que Amadeu de Souza-Cardoso deveria pintar para ficar como ícone contra as tentativas bárbaras de destruir a comunhão dos amarantinos com o Marão e o seu Tâmega. Terá sublinhado que no remanso do Tâmega deslizavam as reminiscências dos afectos de uma princesa enamorada por um amarantino e que ali sempre procuraram protecção divina os que eram perseguidos pela voragem ruidosa do martelo mecânico que destrói a vida em nome do progresso.
Quem assim falava ficou para o nosso património cultural com o nome de Teixeira de Pascoais e o jovem que o terá ouvido está ainda entre nós como um dos melhores amarantinos e por todos conhecido como o Professor Fernandes da Fonseca.
O Rio Tâmega tornou Amarante Princesa, inspirou poetas, filósofos, artistas e cientistas. Mas isso só foi possível com a sua serenidade espiritual, imagem de uma harmonia cósmica, que a Barragem de Fridão quer destruir de forma mais bárbara que a pretendida pelos exércitos de Napoleão.Ninguém tem o direito de, em proveito das gerações presentes, construir a Barragem de Fridão que negará às futuras gerações amarantinas o direito à “romaria espiritual” do Tâmega; ninguém tem o direito de apagar a saudade do passado; ninguém tem o direito de lançar no caixote do lixo da história o poema com que Teixeira de Pascoais cantou o seu Tâmega, símbolo da harmonia cósmica.
“…Ó meu Tâmega obscuro, água dormente…
Ó rio, à noite, a arder todo estrelado!
…Montes da minha aldeia, quem me dera
Ser como vós, de terra e solidão!
…Ó rochedo do Cáucaso onde eu vou
Em romaria rezar
Ó fogo eterno que o Titã roubou
Ó fogo humilde e brando do meu lar”
Que o poema de Teixeira de Pascoais se torne na nossa bandeira para defender a “romaria espiritual" do Tâmega da barbárie da Barragem de Fridão, como o General Silveira defendeu a ponte de Amarante da barbárie das invasões francesas.

Tragam mais um para subscrever a petição: http://www.petitiononline.com/PASB2008/petition.html
quinta-feira, 12 de junho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
A barragem de Fridão, outras vozes....
Nem só de barragem se “faz energia”
A senhora que passa junto ao rio Tâmega ficaria submersa, se a construção prevista (no Plano Nacional de Barragens de que Fridão faz parte) de um açude imediatamente a jusante da cidade de Amarante já estivesse concluído.
Imaginem os cheiros nauseabundos que isso vai desencadear, os prejuízos que isso vai causar para o turismo, a qualidade da vida, património ambiental, histórico e paisagístico da Cidade de Amarante!

sábado, 7 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
Vamos todos passar a dormir descansados?
A projectada barragem de Fridão que querem construir a 6 Km da cidade de Amarante, será implantada à cota de 72 m, e terá uma altura de 90 metros.
terça-feira, 27 de maio de 2008
EM BUSCA DO PROGRESSO PERDIDO
Abstemo-nos de qualquer comentário sobre este artigo publicado na Flor do Tâmega em 8.4.1982, apenas anotando que numa reunião tão relevante o Presidente da Câmara de então, entrou por uma porta e saiu pela outra, e que hoje felizmente já ninguém nos manda tapar a boca, à maneira do abade de Jazente, logo quem, com tantos telhados de vidro...!

EM BUSCA DO PROGRESSO PERDIDO
UMA OBRA DE VITAL IMPORTÂNCIA PARA A NOSSA VILA
(Flor do Tâmega em 8.4.1982)
A ALBUFEIRA DO TÂMEGA
Por: PEDRO ALVELLOS
Estas verdades singelas.
Sem artifício e conceito.
Pode-as ler qualquer sujeito:
E se vir que alguma delas
Lá pela roupa lhe toca
Tape a boca.
Paulino Cabral de Vasconcelos, Abade de Jasente – "Verdades Singelas"
A albufeira do Tâmega no coração da nossa Vila, é um assunto que preocupa os verdadeiros amarantinos, que amam acrisoladamente a sua terra.
Podemos hoje trazer a público algumas notícias que se bem que para muitos não possam ser consideradas absolutamente agradáveis, pelo menos podem serenar alguns ânimos que consideravam completamente naufragadas as esperanças de no futuro se ir perder o classicismo da paisagem a que nos habituamos e pelo seu real valor elegeu Amarante a uma das mais lindas terras de Portugal.
O Presidente da Câmara Municipal de Amarante convocou para o passado dia 3 uma reunião da equipa consultiva prevista no esquema de trabalho aprovado em reunião do Município de 18 de Novembro último.
Compareceram vários elementos das forças vivas da nossa Vila, entre eles o representante deste Semanário, previamente designado para o efeito.
O Senhor Presidente da Câmara esteve presente no início da reunião apenas para cumprimentar os elementos integrantes da equipa de trabalho e delegar os seus poderes no Vereador Eng.Orlandino Varejão, tendo-se retirado logo em seguida.
Este Vereador deu conhecimento à equipe consultiva de trabalho dos pormenores do empenhamento do Município em defender, tanto quanto lhe é possível, afincadamente a nossa Vila das possíveis consequências da instalação de uma barragem no Torrão com altura de 69 metros que está definitivamente assente e que formará albufeira com uma área de 3252 Km2. E um nível de cota máximo de 65.
É-nos grato constatar que a Câmara está atenta a este assunto e mobilizou o pessoal necessário para poder tomar as resoluções que entender por convenientes
O sr. Vereador Eng. Varejão apresentou-nos um curto mas bem elaborado relatório, esclarecendo a equipe consultiva que a equipe executiva, ambas formadas para o efeito de ser aberto um concurso que a câmara aprovou na reunião de 8 de Julho, com o fim de se realizar um levantamento exaustivo das consequências da formação da albufeira e apresentar a formulação de ideias para a remodelação das margens afectadas na área urbana da Vila.
A referida equipa de trabalho executiva já se reuniu duas vezes em 16 e 26 de Março último e reunir-se-á novamente no próximo dia 16 pelas 10 horas para dar os retoques finais no programa do concurso.
Ficamos convencidos, pelo que nos relatou o Eng.º Varejão, que a albufeira não trará efeitos tão danosos como foi agitado ao princípio.
Quanto ao problema das cheias, foi-nos garantido que Amarante em nada será prejudicada. Foram-nos exibidos uma vasta colecção de slides obtidos numa das últimas cheias, com a água do rio precisamente à cota 65, a máxima normal prevista para a albufeira e tivemos o grato prazer de ver muita vegetação, e bocados de margem, etc.
Ficamos convencidos que o perdido, ou o que se irá perder, poderá ser compensado com outros motivos que o engenho do homem instalará de novo.
Quanto aos açudes, só o dos Morleiros irá desaparecer, mas o de cima, em frente do parque de campismo, esse se assim for entendido poderá permanecer, com algumas obras de adaptação.
Ficamos convencidos que a opinião pública não tem razão para ser pessimista porque muito se poderá realizar no sentido de recuperação.
É importante que se construa um dique em frente da ilha dos amores, para regularizar o caudal do rio.
Também está previsto a construção de uma marina em frente do hotel da Calçada, com o fim de proteger os desportos náuticos, uma vez que Amarante irá progredir no sentido de não ser apenas uma terra de turismo de passagem, mas de turismo de fixação.
Depois da reunião do dia 16, a que este Jornal assistirá, voltaremos ao assunto para nos referirmos com mais pormenor ao programa do concurso, cuja abertura felicito a câmara por ter tomado uma medida tão inteligente.
A terminar direi que os próximos anos serão da maior importância para o fácies urbanístico e a qualificação do concelho como importante centro moderno de coordenação da rede rodoviária. Este ano é um ano de eleições para as autarquias e nas mãos dos partidos políticos, recai a importante missão de recrutar nos seus quadros as individualidades que haverão de continuar Amarante.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Mais de 400 barragens em risco na China após terramoto
As situações de risco foram constatadas em 391 depósitos de água de cinco províncias, de acordo com a emissora, que citou a Comissão Nacional para a Reforma e o Desenvolvimento como fonte.
Além disso, outras 19 barragens do município de Chingqing, vizinha da província de Sichuan, muito afectada pelo sismo, também estão sob riscos, de acordo com a Agência de Recursos Hídricos local.
Um charco nauseabundo dentro da cidade ?
A eutrofização é o fenómeno causado pelo excesso de nutrientes (compostos químicos ricos em fósforo ou nitrogénio, normalmente causado pela descarga de efluentes agrícolas, urbanos ou industriais) num corpo de água mais ou menos fechado, o que leva à proliferação excessiva de algas, que, ao entrarem em decomposição, levam ao aumento do número de microorganismos e à consequente deterioração da qualidade do corpo de água.As principais fontes de eutrofização são as actividades humanas industriais, domésticas e agrícolas – por exemplo, os fertilizantes usados nas plantações podem escoar superficialmente ou dissolver-se e infiltrarem-se nas águas subterrâneas e serem arrastados até aos corpos de água mencionados. Ao aumento rápido de algas relacionado com a acumulação de nutrientes derivados do azoto (nitratos), do fósforo (fosfatos), do enxofre (sulfatos), mas também de potássio, cálcio e magnésio, dá-se o nome de "florescimento" ou "bloom" – dando uma coloração azul-esverdeada, vermelha ou acastanhada à água, consoante as espécies de algas favorecidas pela situação.
Estas substâncias são os principais nutrientes do fitoplâncton (as "algas" microscópicas que vivem na água), que se pode reproduzir em grandes quantidades, tornando a água esverdeada ou acastanhada. Quando estas algas – e o zooplâncton que delas se alimenta - começam a morrer, a sua decomposição pode tornar aquela massa de água pobre em oxigénio, provocando a morte de peixes e outros animais e a formação de gases tóxicos ou de cheiro desagradável. Além disso, algumas espécies de algas produzem toxinas que contaminam as fontes de água potável. Em suma, muitos efeitos ecológicos podem surgir da eutrofização, mas os três principais impactos ecológicos são: perda de biodiversidade, alterações na composição das espécies (invasão de outras espécies) e efeitos tóxicos…
(Wikipédia)
O fenómeno da eutrofização é já bem conhecido dos amarantinos mais atentos, ou que, de há uns anos a esta parte, mais de perto contactam, particularmente nos meses mais quentes de Verão, com as águas da albufeira da barragem do Torrão.
O aspecto esverdeado, dada a grande concentração de micro algas, já por diversas vezes encostou ao açude dos Morleiros e chegou mesmo a galgá-lo, em anos mais quentes e menos chuvosos.
O excesso de nutrientes associado à subida da temperatura das águas paradas, especialmente em locais de águas pouco profundas origina esse fenómeno do aparecimento das algas verdes e de cianobactérias (algas azuis) com efeitos nocivos para a saúde humana.
A construção das barragens e açudes, previstas no PNBEPH para montante e jusante de Amarante, provocará uma acentuada deterioração da qualidade da água do rio Tâmega e trará para dentro da cidade o aspecto que hoje já se pode ver na albufeira do Torrão e que as imagens retiradas do “Virtual Earth” tão bem documentam.

Imagens da albufeira da barragem do Torrão às portas de Amarante
sexta-feira, 23 de maio de 2008
yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay...!
2008-05-23 21:01:54
Gaza em Moçambique sob o risco das inundações
Várias aldeias da província de GAZA, em Moçambique, estão a ser evacuadas devido ao perigo de inundações.
A ruptura de uma conduta na Barragem de MASSINGIR provocou o aumento repentino do caudal do Rio Limpopo.
Em Moçambique na barragem de Massingir, no rio Limpopo, onde muitos amarantinos suaram as estopinhas para a erguer forte e segura, registou-se um acidente que preencheu os noticiários de hoje da-RTP 1, cujas imagens dantescas vos darão uma ténue ideia do que isso representaria com a barragem de Fridão a vir por aí abaixo em menos de um fósforo, sem desprimor para a empresa amarantina que construiu a de Massingir, e que a entregou nos trinques, aos técnicos que a passaram a explorar, zelando pela sua segurança. Erro humano - ou cansaço dos materiais- rematará o habitual inquérito.
Ver para crer em
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=347580&headline=98&visual=25&tema=31
A voz dos que estão na linha de rebentação



A população de Amarante está contra a anunciada construção de uma barragem no Rio Tâmega em Fridão.
Ainda bem frescos na memória dos amarantinos estão os malefícios que a barragem do Torrão causou à zona ribeirinha da cidade: O rio deixou de ser a principal atracção turística nos meses de Verão e toda a cidade perdeu, principalmente o sector da restauração.
Com a construção do novo empreendimento, " a cidade de Amarante corre o risco de sofrer um desastre ambiental devido à elevada poluição do rio Tâmega, se a barragem de Fridão for transformada em aproveitamento reversível, ficando emparedada entre dois açudes e duas barragens", alertou recentemente Rui Cortes, professor da Universidade de Trás-os- Montes e Alto Douro.
Em entrevista recente, a este jornal, Hugo Silva afirmou que se tivesse uma casa na Rua 31 de Janeiro "fugia de lá". Esta afirmação, corroborada pelo presidente da Câmara, deixou a população ribeirinha preocupada, ainda mais quando o deputado municipal Emanuel Queirós levantou a questão para o perigo dos sismos induzidos, um problema que "está completamente desvalorizado e foi até descurado".
Já em 1995, Emanuel Queirós falava das consequências previsíveis sobre o rio Tâmega e a cidade de Amarante.
Para o actual deputado municipal, "A Barragem de Fridão encontra-se projectada para ser construída no limite das freguesias de Fridão e Codeçoso, dos concelhos de Amarante e Celorico de Basto, respectivamente, 6 km a montante da cidade de Amarante. Com a supressão da localização intermédia prevista inicialmente para o nível da Senhora da Graça (Mondim de Basto), prevê-se que a barragem de Fridão possa atingir uma altura de 110 metros, que a morfologia do lugar comporta. Planeada para interceptar o leito do rio Tâmega e nele reter um volume de 210 hm3 de água, a barragem de Fridão, tanto pela sua dimensão como pela posição relativa face à cidade de Amarante, vem colocar em questão não só os impactes ecológicos imediatos resultantes da inundação que a albufeira originará nos concelhos de Basto, mas, sobretudo, os impactes directos potencialmente consequentes a jusante da construção. Assim será no que se relaciona com o desvio do leito do rio Olo, na parte final do seu traçado; a dificuldade em garantir a manutenção do caudal ecológico do próprio rio Tâmega em período normal de estiagem entre a barragem de Fridão e a cidade de Amarante; a integridade e eficiência do sistema de captação, tratamento e abastecimento público de águas, partindo do rio Tâmega, em consequência da libertação de águas quimicamente alteradas depois de acumuladas na albufeira.
A grandeza e a extensão das consequências que a construção da Barragem de Fridão irá provocar localmente justifica, que o respectivo dossier seja colocado perante as mais altas instâncias decisórias do País, levado aos principais órgãos de soberania do Estado Português, para que as mais sérias preocupações locais sejam devidamente atendidas, e a decisão final sobre o futuro da barragem de Fridão fique com quem tem o sentido justo do exercício democrático".
Todos os partidos já manifestaram a sua discordância em relação à anunciada construção da barragem de Fridão.
Para conhecermos a posição das pessoas que trabalham e vivem da rua 31 de Janeiro, o NTA registou a opinião de alguns comerciantes, já habituados a sofrer com o efeito da barragem do Torrão em época de cheias. O sentimento é de revolta e manifestaram-se totalmente contra a construção de um paredão no Tâmega, com 110 metros de altura.
A possibilidade, ainda que remota, do rebentamento da barragem, é outro dos problemas que afligem os amarantinos.
António Gonçalves (Casa Gonçalves)
Sou contra a construção da Barragem por várias razões: a primeira é precisamente por causa da destruição ambiental que vai acontecer e a segunda por causa do nível das cheias. Se agora é mau, quando construírem a barragem o nível das águas vai subir ainda mais. Acho que ninguém construiria uma casa perto de uma central nuclear por muito seguro que fosse. Portanto, no nosso caso, é quase igual porque os nossos estabelecimentos ainda vão estar mais ameaçados.
A história diz-nos que de vez em quando uma barragem vai abaixo e também nos diz que a massa de água aliada à velocidade destruiriam Amarante em seis minutos. Uma parede de água com 110 metros de altura a uma distância de 6 km ia com certeza destruir a nossa cidade. O que me comove é que o que representa a barragem de Fridão no plano energético nacional é praticamente nulo. Eu faço parte do movimento "Por Amarante sem barragens" e peço que toda agente se una a nós para travar esta barragem porque o que está aqui em causa é uma cidade e, por isso, não pode haver divisão de partidos.
Eles têm que se unir e lutarem com mais força. Estou convencido que Amarante ainda vai conseguir que não se faça esta barragem, já que o Dr Armindo Abreu disse publicamente que é contra a construção da barragem.
Espero que ele não fique só pelas palavras. É um apelo que eu lhe faço.
Hilda Faria (Pastelaria Tinoca)
Sou contra a barragem porque já tenho tido muitos problemas com as cheias e acho o facto de ser construída uma tão perto ainda vai ser pior. Aquilo vai ser um muro de betão tão grande a reter a água que se vem um ano de chuvas fortes eles abrem as comportas e nós é que levamos com a água toda.
Lúcia Monteiro (Restaurante Zé da Calçada)
Sou contra a barragem, porque temo pelos meus bens. Sem a barragem já temos tido problemas de cheias, de águas paradas a provocar maus cheiros e isso é muito prejudicial para um estabelecimento de restauração porque os clientes não gostam de estar a comer e a sentir um cheiro nauseabundo vindo do rio.
Se o nível da água subir muito vai estragar as margens do rio e a paisagem que se vê.
Avelino Basto (Casa das Malas)
Sou contra a barragem. Preocupa-me muito manter o estabelecimento neste local atendendo à forma como irá ficar a barragem. Este é o meu local de trabalho e receio um dia vir a perder alguma coisa. Já é um transtorno muito grande quando acontecem as cheias que fará com a subida do nível das águas. É provável que com a barragem toda a beleza que esta rua transmite se perca e faça com que as pessoas se afastem.
Quem cala consente
Precisamos de todos, em nome de todos nós.
Entre tanta coisa que está ameaçada, esta é apenas uma delas:

quinta-feira, 22 de maio de 2008
O rio Olo no PNBEPH ?

Preambulo
O sítio conhecido pelo nome de Fisgas de Ermelo, situado na Serra do Alvão, concelho de Mondim de Basto, é sobejamente conhecido na região pelos seus valores naturais únicos ou raros.
Trata-se de uma região com formações xistosas silúrico de grande interesse paisagístico e geológico, cujo fulcro é a queda de água do rio Olo, em Fisgas de Ermelo. Aí, onde ocorrem quartzitos do ordovícico inferior, dispõem-se as bancadas «em anticlinal aberto e de eixo inclinado para SW, isto é, para jusante do rio Olo» (Carlos Teixeira). A sua altitude é de 800 m, descendo em várias cascatas, um desnível de 250 m num percurso de 1500 m.
Cite-se ainda o filão de andaluzite no alto de Cravelas, a zona de Muas, o caos granítico que culmina na catedral granítica de Arnal e a queda de água do moinho de Galegos da Serra.
No rio Olo, rico em truta (Salmo fario), pode ainda encontrar-se a lontra.
Em toda esta região a avifauna é abundante e diversificada, incluindo, nomeadamente, a águia real, a qual ainda muito recentemente ali nidificava. Entre os mamíferos estão presentes, entre outros, o javali, o corço, o texugo, a lebre e o coelho. Entre os répteis poderá encontrar-se a cobra de focinho alto, o sardão ou lagarto de água e a víbora.
A flora e a vegetação são também ricas e diversificadas.
Não menos notável é a arquitectura tradicional de alguns dos seus povoados, sobretudo em Ermelo e Lamas de Olo, com uma arquitectura serrana própria e aspectos sociológicos, artesanais e paisagísticos de grande interesse, sem esquecer Fervença, com a sua zona agrária verdejante e formosa, disposta numa sucessão de socalcos.
O interesse local pela criação do Parque Natural do Alvão tem sido manifestado por várias formas, nomeadamente através da Câmara Municipal de Vila Real, Instituto Universitário de Trás-os-Montes e Alto Douro e Comissão Regional de Turismo da Serra do Marão, os quais se têm empenhado junto dos organismos centrais competentes para a sua rápida concretização.
…
Artigo 6.°
1-Dentro dos limites do Parque Natural do Alvão são proibidos, sem parecer favorável da comissão instaladora ou do órgão directivo do Parque, logo que nomeado, os seguintes actos ou actividades:
(…)
c) A abertura de novas vias de comunicação, a passagem de linhas eléctricas ou telefónicas e a abertura de valas para instalação de redes de água ou esgotos;
(…)
e) As alterações à configuração natural do terreno por meio de aterros, de escavações ou da exploração de minas ou de pedreiras a céu aberto;
g) O derrube de árvores singulares de grande interesse estético, paisagístico, histórico ou outro e de árvores em maciço, salvo os cortes autorizados pelos serviços florestais;
h) A captação ou desvio de águas;
i) Quaisquer intervenções nas áreas onde existam nascentes de água;
j) A destruição do solo vivo e do coberto vegetal;
(…)
l) A remoção ou a utilização de qualquer valor arqueológico;
m) A remoção ou utilização de valores de interesse geológico ou geomorfológico únicos, raros ou interessantes;
n) A remoção, a adulteração ou a utilização de valores culturais, artísticos ou de índole semelhante;
(…)
A Resolução do Conselho de Ministros nº 142/97, de 28 de Agosto cria o Sítio “Alvão Marão” (proposto para Sítio de Importância Comunitária - SIC - rede Natura 2000).

“A Rede Natura 2000 é outro instrumento de relevo para a conservação da natureza e consiste num conjunto de áreas criadas por imposição comunitária, surgidas a partir do contributo individual (e obrigatório) de todos os países membros da União Europeia para uma listagem de áreas que contribuíssem para a preservação de habitats naturais, da fauna e flora, tendo em consideração as exigências económicas, sociais e culturais. Foi assim criada a nível europeu uma rede ecológica denominada Natura 2000, constituída por Zonas Especiais de Protecção e que pretende a conservação de habitats de grande valor ecológico, bem como a determinação de Zonas de Protecção Específica (Sítios de Interesse Comunitário) relativas à conservação de aves selvagens.”
O RIO OLO NO PROGRAMA NACIONAL DE BARRAGENS COM ELEVADO POTENCIAL HIDROELÉCTRICO
BARRAGENS COM ELEVADO
POTENCIAL HIDROELÉCTRICO
(PNBEPH)
MEMÓRIA
NOVEMBRO 2007
…3.6.4.6. Aproveitamento Hidroeléctrico de Gouvães
A barragem de Gouvães ficará situada no rio Torno (troço de montante do rio Louredo), afluente da margem esquerda do rio Tâmega (bacia hidrográfica do rio Douro), a cerca de 1.8 km da localidade de Gouvães da Serra. A albufeira terá uma pequena capacidade de armazenamento em face dos caudais afluentes.
O aproveitamento integrará ainda um sistema de derivação para reforço dos caudais afluentes com origem nas ribeiras de Poio, Olo e Viduedo, constituído por três pequenas barragens e respectivos túneis de derivação.
Pág. 69
… O aproveitamento integrará ainda, para reforço dos caudais afluentes, três pequenas barragens e respectivos túneis de derivação nas ribeiras de Poio, Olo e Viduedo e respectivos túneis de derivação com um comprimento total de 15.5 km. A contribuição desta derivação para o escoamento afluente é de cerca de 69% do escoamento total…
Pág. 95
terça-feira, 20 de maio de 2008
Outras vozes, outras paragens, outras barragens, questões comuns




Jornal Público de 20.05.2008, Daniel Conde (Membro do Movimento Cívico pela Linha do Tua)
Em Setembro de 1887, quando El-Rei D. Luís I inaugurou solenemente a Linha do Tua em Mirandela, com certeza não lhe passou pela cabeça que 120 anos depois seria negada a um duque de Bragança a viagem nesta mesma linha. Muito menos pensaria que tal negação seria fruto de uma questão logística incompreensível.
...A possibilidade da construção de uma barragem na foz do Tua, que muitos tratam como um dado adquirido mesmo antes da divulgação do Estudo de Impacte Ambiental, tem trazido a público o que há de pior em matéria de governação e ética.
...É impressionante que da parte do Ministério do Ambiente não haja uma reacção contra a destruição de um ecossistema único; que venha garantir menos emissões de gases com efeito de estufa através de um método que pela eutrofização das águas provoca precisamente gases com efeito de estufa;
...É o momento de perguntar claramente a todas as entidades responsáveis na matéria, e envolvidas na esfera da Linha do Tua, do Vale do Tua, e da possível barragem do Tua: o quê e quem vai beneficiar com a construção de uma barragem no rio Tua? Quem tem aqui interesses, que lobbies, que accionistas, que governantes?
domingo, 18 de maio de 2008
Alguns Por...(maiores) menores
Eis a posição da barragem de Fridão, relativamente à nossa cidade.
1ª Questãoonde está a dita povoação de Moimenta, a tal, em relação à qual, o Programa reza na página 67 que a Barragem de Fridão dista 1,8 Km ?
Não vale a pena esforçarem-se:
Num raio de 1,8 Km o que existe é uma povoação chamada Vila Pouca. Ou seja, para estes técnicos, tão altamente qualificados e pagos, a barragem não fica a 1 Km de Fridão e a pouco mais de 6 de Amarante, mas a 1,8 Km de uma qualquer povoação que tem o mesmo nome de uma outra de Trás-os Montes ou ali para os lados da Beira Alta, Moimenta..., Vila Pouca (?) , ou qualquer coisa parecida... daqui a pouco já me lembro, que o nome está-me debaixo da língua...!
2ª Questão"Na alternativa com central reversível, previu-se a execução de uma contra-embalse cerca de 3 km a jusante da barragem principal à cota 90 metros...Resulta assim um queda bruta disponível 12 m inferior quando comparada com a alternativa não reversível(Página 68)".
Onde é que isso vai aterrar e subir ?
Nós respondemos: ligeiramente a montante da Ponte do Borralheiro, e lá se vai a ribeira de Santa Natália, atirada para montante da barragem, e o nível das águas a subir 12 metros na foz . Um pequeno deslize e lá vai pelo mesmo caminho o que sobrar do transvase do rio Ôlo, e tudo quanto Marta fiou.
3ª Questão
"Barragem em betão do tipo abóbada com cerca de 90 metros de altura máxima acima do leito do rio e 440 metros de comprimento de coroamento... ( Anexo 5, página 1)"
" a restituição dos caudais turbinados será realizada directamente no rio Tâmega, à cota 78 m - pag 93".
Somando dois mais dois, dá isso que o paredão fica à cota 168.
Isso, trocado em miúdos dá que: O Paredão da barragem de Fridão fica ao nível dos olhos de quem estiver a entrar no estádio Municipal de Amarante ou a sair da A4 pela rotunda de Geraldes. Cá por baixo confiemos em Deus e no S. Gonçalo, orando para que a barragem não estremeça.
O caminho faz-se caminhando, mesmo sobre águas passadas
Nesse sentido temos registado manifesto consenso e significativos avanços, seja nos debates na Amarante TV, nos testemunhos nos diversos órgãos de comunicação social, que na sua generalidade se não têm poupado a fazer eco desta cruzada, seja nas sessões da Assembleia Municipal , seja em debates ao nível partidário, como o que terá sido levado a efeito neste fim de semana por um partido com responsabilidades no Executivo. Neste contexto, merece primário realce, o claro sinal que o Sr. Presidente da Câmara Municipal passou aos militantes e simpatizantes do partido a cuja comissão política preside, como o comprova o número crescente dos que figuram na petição on-line, dissipando quaisquer dúvidas a que estivessem remetidos por posições defendidas no passado e sobre as quais o Dr Armindo Abreu evoluiu radicalmente, numa demonstração inequívoca da sua flexibilidade e coerência intelectual, posto que as coordenadas são hoje radicalmente distintas das que lhe estariam ao alcance, há 11 anos atrás, com a exiguidade da informação então disponível. Saudemos portanto esta evolução e o seu visível impacto.














