O sitio "Amarante TV" disponibiliza uma entrevista, em três partes, com Hugo Silva, membro deste movimento "Por Amarante Sem Barragens" que pode ver aqui:http://amarante.tv/index_in.html
O sitio "Amarante TV" disponibiliza uma entrevista, em três partes, com Hugo Silva, membro deste movimento "Por Amarante Sem Barragens" que pode ver aqui:
A construção de cinco barragens na bacia hidrográfica do Tâmega e de três derivações de cursos de água, incluindo uma no rio Olo, vão afectar seriamente toda a zona envolvente a este rio internacional e o Parque Natural do Alvão, enquanto as célebres cascatas das Fisgas do Ermelo poderão mesmo desaparecer.


Cheias Induzidas por rotura de Barragens
Em Portugal Continental existem actualmente quase 100 grandes barragens e cerca de 800 de média e pequena dimensão, a grande maioria construída há já umas décadas. Apesar de projectadas e edificadas com toda a segurança, existe sempre algum risco de ocorrer a rotura de uma barragem, quer por colapso da sua estrutura, quer por cedência das fundações.
A rotura de uma barragem induz a jusante uma onda de inundação que pode afectar muitas vidas humanas e causar elevados danos materiais.
A actual legislação Portuguesa sobre segurança de barragens exige que as grandes barragens efectuem uma análise do risco de rotura e obriga os donos das barragens e as entidades governamentais a definirem mapas de inundação (com base em modelos hidrodinâmicos), de modo a permitir a definição de zonas de risco. Exige ainda que possuam planos de emergência, incluindo sistemas de alerta e aviso.
PROGRAMA NACIONAL DE BARRAGENS COM ELEVADO POTENCIAL HIDROELÉCTRICO
Anexo 6
Aproveitamento Hidroeléctrico de GOUVÃES:






Quando temos uma piscina das ondas, tal como a vimos reflectida no rio













Esta última imagem do espaço verde em que a Albufeira do Torrão se transformou, constitui um prenúncio da mais valia da Albufeira de Fridão, no dizer dos pregoeiros do costume, e pretende ser uma alegoria de Amarante a afundar-se com os políticos locais metidos nas encolhas, e a maioria cada vez mais silenciosa.


"MINISTÉRIO DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO
DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Decreto-Lei n. 232/2007
... Desde cedo a experiência nacional bem como a resultante de outros ordenamentos jurídicos próximos do nosso, que dispõem de um instrumento análogo de avaliação de impactes ambientais de projectos revelou que essa avaliação (ambiental) tem lugar num momento em que as possibilidades de tomar diferentes opções e de apostar em diferentes alternativas de desenvolvimento são muito restritas.
De facto, não é raro verificar que a decisão acerca das características de um determinado projecto se encontra já previamente condicionada por planos ou programas nos quais o projecto se enquadra, esvaziando de utilidade e alcance a própria avaliação de impacte ambiental a realizar."
Pelo mesmo diapasão afinava o ministro do Ambiente, Nunes Correia, quando reconhecia que Amarante tem um "enquadramento cénico notável" com o rio Tâmega e considerou que isso é só por si um "valor", mas, ao mesmo tempo que fazia estas afirmações avançava com o concurso da barragem, embora garantindo que esse património natural seria ponderado na avaliação de impacto ambiental (no dizer do Chefe, vai tudo a eito...!) .
Afinal em que ficamos?

O Rio Tâmega tornou Amarante Princesa, inspirou poetas, filósofos, artistas e cientistas. Mas isso só foi possível com a sua serenidade espiritual, imagem de uma harmonia cósmica, que a Barragem de Fridão quer destruir de forma mais bárbara que a pretendida pelos exércitos de Napoleão.