quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Movimento edita jornal



25 de Setembro de 2008

Temos sobre os ombros o futuro de Amarante

Perante as notícias que começaram a circular em meados de 2007, da eminente aprovação pelo Governo, de um denominado “Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico” (PNBEPH), foi geral a rejeição por parte dos amarantinos mais atentos e dos responsáveis políticos locais, em aceitar a inclusão neste Plano da intenção de construir uma barragem em Amarante, na freguesia de Fridão, a apenas seis quilómetros dos limites da cidade e com uma altura prevista de 90 metros.
Essa rejeição está bem expressa na resolução aprovada, por unanimidade, pela Câmara Municipal de Amarante, em 17 de Setembro de 2007, e que publicamos na última página deste jornal, na deliberação da Assembleia Municipal também de Setembro de 2007 e nas tomadas de posição de todas as estruturas locais dos partidos com actividade política regular no nosso concelho.
No âmbito da Assembleia Municipal foi mesmo constituída uma “Comissão de Acompanhamento” com elementos de todos os partidos políticos ali representados.
Contudo, com o avançar do tempo e apesar do andamento de cruzeiro em que rapidamente entrou todo o processo do PNBEPH com concursos públicos e adjudicações, os principais actores da política local, com os quais contávamos para liderar o processo, não deram qualquer sinal de acção concreta no sentido de informar a comunidade sobre a ameaça que pairava sobre Amarante, ou mesmo qualquer indicação de alguma diligência que tivessem encetado para a combater.
Perante a evidência de tal apatia, decidiu um grupo de amarantinos constituir-se em movimento de cidadãos com o objectivo de informar e mobilizar a população contra a intenção do Plano de construir uma barragem em Fridão.
Não querendo substituir-nos aos órgãos da administração pública, aos partidos políticos, ou às associações cívicas concelhias, consideramos, contudo, que o que está em causa é demasiado sério, demasiado importante, demasiado ameaçador para justificar uma pedrada no charco e o agitar das consciências mal informadas ou comprometidas.
Uma das primeiras decisões deste movimento, que reúne semanalmente na sede da Junta de Freguesia de S. Gonçalo, foi criar um meio de interacção com os cidadãos, o que fez em 25 de Março de 2008, tendo optado por criar um sítio na internet, um blogue, que tem por endereço, http://www.poramarantesembarragens.blogspot.com e onde foram sendo colocadas notícias, opiniões, comentários…
Posteriormente, em 28 de Abril de 2008, avançou o movimento com a divulgação de uma petição à Assembleia da República que pode ser assinada na Internet no endereço, http://www.petitiononline.com/PASB2008/petition.html, ou em folhas de subscrição que circulam pela cidade.
A intenção desta petição é a de levar a Assembleia da República a agendar a discussão deste assunto em Plenário o que será conseguido quando se atingir as 4.000 assinaturas. Nesta data o número de assinaturas recolhidas aproxima-se das 3.000.
Mas, tendo consciência de que a internet não chega ainda à maioria da população, decidiu este movimento cívico lançar este jornal que respiga do blogue “Por Amarante sem Barragens” um conjunto de textos que visam fornecer ao leitor mais informação e melhor conhecimento sobre o desenvolvimento da execução do PNBEPH, do projecto de Fridão e do comportamento de alguns dos seus principais actores.
Os textos seleccionados que, por uma questão de disponibilidade de espaço neste jornal, são uma pequena parte do que está na internet, são apresentados pela ordem da sua publicação e o mais próximo possível do formato do blogue.
Partimos do texto de apresentação datado de 25 de Março de 2008 e terminamos este jornal com a notícia da última proposta apresentada pela EDP, para a construção, não de uma, mas sim de duas barragens em Fridão.
Pretendemos com a publicação deste jornal dar mais um contributo para o esclarecimento dos amarantinos visando uma tomada de consciência sobre as suas responsabilidades enquanto meros depositários de um legado sobre o qual lhe serão pedidas contas pelas gerações futuras.








segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A barragem de Fridão, outras vozes

Mais barragem, menos barragem...

Há bem pouco tempo, ficamos a saber que não é uma barragem que se projecta para construção na área da Freguesia de Fridão, mas sim duas barragens!E, se uma barragem incomoda muita gente, duas incomodam muito mais...Com uma ou duas barragens, é seguro que desaparecerão irremediavelmente algumas das mais belas paisagens do Tâmega, no seu curso amarantino!A perda será irreparável!As matas ribeirinhas, onde pontificam os amieiros, os salgueiros, os freixos e outras espécies irão desaparecer, e com elas, as áreas de refúgio e de nidificação de um elevado número de espécies.Não teremos mais o privilégio de nos encantarmos com a beleza do hipericão florido, com a verde exuberância dos fetos-reais, com a nobreza dos buxos selvagens, com o aroma dos mirtos, com o dourado dos lúpulos floridos ou com a esbelta elegância das cavalinhas!Os penedos que nos convidavam à exploração, a um saudável exercício de sobe e desce, onde se abrigam os alhos selvagens floridos, ficarão para sempre sepultados, por milhões de metros cúbicos de água, de qualidade duvidosa.O rio vai calar-se para sempreO alegre cantarolar das águas por entre as pedras, não passará de uma bela recordação para aqueles que um dia, tiveram o privilégio de conhecer o Tâmega como um rio límpido e livre!Algumas das nossas memórias colectivas vão afogar-se!Amarante perde!Perde irremediavelmente o que ajudou a fazer dela, uma das mais belas terras de Portugal!


Texto e fotos retirados o blogue FORÇAFRIDÃO
http://www.aguaplana.blogspot.com

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Duas pontes, dois pesos, duas medidas e silêncios sepulcrais na alameda Teixeira de Pascoaes



!Barragem do Tua adiada para 2010
Ontem


EDUARDO PINTO


O início da construção da barragem do Tua foi adiado para meados de 2010, um ano depois da data prevista inicialmente. A EDP justifica com a necessidade de introduzir novos elementos no Estudo de Impacte Ambiental.
Os novos dados englobam, entre outros aspectos, informação complementar na área da ecologia e surgem como aditamento àquele processo, cuja fase de consulta pública só já vai ficar concluída até ao final do primeiro trimestre de 2009. Por seu lado, a emissão da Declaração de Impacte Ambiental deverá ocorrer até Julho do mesmo ano.
A EDP já informou os presidentes das câmaras dos concelhos, directa ou indirectamente, abrangidos pelo aproveitamento hidroeléctrico programado para a foz do rio Tua (Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor).
O adiamento do processo não provocou reacções negativas nos autarcas que apoiam a construção. O presidente do Município de Vila Flor, Artur Pimentel, considera que é "normal", pois "para as coisas serem bem feitas levam o seu tempo a preparar". O edil de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro, opina que "os adiamentos nunca são positivos", no entanto, acrescenta, "os fundamentos desta decisão não põe em causa o projecto da barragem, nem o andamento das conversações entre as Câmaras e a EDP".
Por seu turno, o presidente da Câmara de Murça, João Teixeira, até classifica a alteração de datas como uma "medida positiva", pois vem de encontro aos interesses dos municípios envolvidos, que encomendaram um estudo para apurar o modelo de desenvolvimento possível para o vale do Tua, com ou sem barragem.
João Teixeira considera também que o alargamento dos prazos vai permitir elaborar "mais calmamente" o Estudo de Impacte Ambiental e, dessa forma, tomar "uma decisão mais próxima do consenso e que melhor defenda o desenvolvimento integrado do vale".
A definição da cota da albufeira da barragem fica agora adiada para meados do próximo ano, não obstante a dos 170 metros continuar a reunir melhores opiniões, por representar o alagamento de menor área agrícola (vinha e olival), bem como alguns acessos rodoviários. Apesar disso e nesse cenário, os últimos 16 quilómetros da linha ferroviária do Tua ficarão debaixo de água, situação contestada por José Silvano.
in JN online

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Última hora: Afinal o drama tem mais um acto

TÂMEGA: EDP propõe-se construir duas barragens a montante de Amarante

A EDP propõe-se construir não uma mas duas barragens no rio Tâmega, a poucos quilómetros da cidade de Amarante, com alturas de 102 metros e 30 metros, servindo a mais pequena de contra-embalse e de regularização do caudal do rio, revela o primeiro memorando apresentado à autarquia.
A barragem prevista em Fridão, próximo do campo de tiro, segundo a documentação a que o Marão Online teve acesso, terá 102 metros de altura e um coroamento de 310 metros.

A barragem mais pequena terá um paredão de 30 metros e um coroamento de 130 metros, à cota de 90 metros.

A instalação de grupos reversíveis no escalão principal (Fridão) e o equipamento do escalão de jusante será avaliada na fase de anteprojecto, revela a EDP, cujos técnicos reuniram há dias com o presidente da câmara de Amarante.

O elevado caudal debitado pelo escalão de Fridão – 350 metros cúbicos/segundo – é a justificação da EDP para construir um escalão inferior, que funcionaria como "modulador" do caudal turbinado pela barragem principal.

A solução apresentada pela EDP é bastante superior ao caudal de referência (240 m3/s) para uma central não reversível, que tinha sido estudada pelos técnicos dos gabinetes que elaboraram os estudos preliminares do plano nacional de barragens.

Segunda barragem no Tâmega
junto à ponte do Borralheiro


Segundo o cronograma apresentado pela EDP decorrerá até Junho de 2009 a elaboração dos estudos ambientais, já adjudicados, estando prevista a discussão pública da avaliação ambiental no segundo semestre do próximo ano.

O segundo escalão, a ser construído um pouco a montante da ponte do Borralheiro, vai inundar os terrenos marginais até ao pé da barragem de Fridão.

O NPA (Nível de Pleno Armazenamento) desta segunda barragem é a cota 85, criando uma albufeira total de 4,5 milhões de metros cúbicos.

A área inundada prevista é de 51 hectares.

Além disso, o caudal da Ribeira de Santa Natália será incorporado neste segundo escalão.

Ainda segundo o cronograma da concessionária das barragens, o projecto definitivo – após emissão da declaração de impacte ambiental (DIA) e do RECAPE (Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução) – será elaborado até ao fim de 2011, fase em que serão desenvolvidos os processos de concurso e dos contratos de adjudicação.

A fase de construção do empreendimento desenvolver-se-á entre 2012 e o fim de 2016, data do início de produção eléctrica.



in: Marão Online 22.09.2008

MRPP organiza debate

O MRPP organiza dia 27 deste mês, pelas 16,00 horas, uma sessão de debate sobre a barragem de Fridão, no cinema Teixeira de Pascoaes, em Amarante na qual participará o seu dirigente nacional Garcia Pereira e para a qual covidou o Movimento Por Amarante sem Barragens, o deputado municipal dr. Emanuel Queirós do movimento "Amarante com Ferreira Torres" , e as associações ambientalistas Quercus e Coagret.

Um Ministro, um plano, duas retóricas

Afinal em que ficamos? A questão dos transvazes está ou não arredada das considerações do Plano Nacional de Barragens ...!? Se calhar tanto quanto a questão ambiental haver sido decisiva para a escolha e o cerne da questão, a avaliar pela barragem de Fridão, Amarante ainda tem que ficar agradecida.
A visão do Ministro Nunes Correia sobre as vantagens acrescidas das barragens, apesar dos custos ambientais



Recursos hídricos
Ministro do Ambiente exclui transvazes no Plano Nacional de Barragens
2007-10-04 16:58:00 Lusa

O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, garantiu hoje que os transvazes “estão arredados das considerações” do Plano Nacional de Barragens, no qual foi dado um “peso muito particular às questões ambientais”.

“Os transvazes não estão previstos e não foram considerados na avaliação sobre o potencial destas barragens”, garantiu.

Segundo o ministro, as barragens “foram analisadas de três formas: o seu potencial hidroeléctrico, componentes sócio-económicas, no quadro das bacias hidrográficas, e não no quadro dos transvazes e, finalmente, as questões ambientais”.

O plano nacional aponta como localizações Padroselos, Vidago, Daivões, Gouvães, Fridão, Foz-Tua, Pinhosão, Girabolhos, Alvito e Almourol. A consulta pública termina em Novembro.

Nunes Correia salienta que, com este plano, não se pretende fazer “business as usual”, mas “inaugurar uma nova abordagem de planeamento hidráulico”, que se prende com a avaliação ambiental das localizações propostas.

Na selecção e análise dos 25 locais com potencial de implantação, Nunes Correia frisou que a questão ambiental foi “decisiva para a escolha”, tendo constituído “o cerne do processo de decisão”.

domingo, 14 de setembro de 2008

Amarante TV entrevista Hugo Silva sobre Fridão

O sitio "Amarante TV" disponibiliza uma entrevista, em três partes, com Hugo Silva, membro deste movimento "Por Amarante Sem Barragens" que pode ver aqui:

http://amarante.tv/index_in.html

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

TÂMEGA: Fisgas do Ermelo poderão desaparecer com desvio do rio Olo para barragem de Gouvães - Rui Cortes

A construção de cinco barragens na bacia hidrográfica do Tâmega e de três derivações de cursos de água, incluindo uma no rio Olo, vão afectar seriamente toda a zona envolvente a este rio internacional e o Parque Natural do Alvão, enquanto as célebres cascatas das Fisgas do Ermelo poderão mesmo desaparecer.
O alerta é do professor Rui Cortes, docente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e especialista em estudos ambientais, escrito num artigo publicado há dias no sítio "Esquerda.net", publicação digital do Bloco de Esquerda.
"Este conjunto de [quatro] barragens, mais Fridão, irá mudar completamente o Tâmega e os afluentes mais importantes. E todas as povoações ribeirinhas. O Tâmega desaparecerá como nós o conhecemos, dado que desde a fronteira até Amarante será quase uma longa albufeira com cerca de 150 km de comprimento", refere o especialista no seu artigo.
Rui Cortes tem participado em diversos colóquios realizados por ambientalistas, que se opõem às barragens e, há alguns meses, alertou também a população de Amarante para as consequências ambientais que a construção do aproveitamento de Fridão provocará na cidade.

Fisgas do Ermelo afectadas

Rui Cortes sublinha que o desvio de água do rio Olo – imediatamente a juzante da povoação de Lamas de Olo, em Vila Real, e um pouco antes da cascata de Ermelo, para a albufeira de Gouvães – constitui mais uma ameaça para a região, sobretudo para a cascata "Fisgas do Ermelo".
Terá lugar uma forte diminuição do caudal do Olo devido ao desvio das águas a apenas algumas centenas de metros a montante daquela cascata.


"Os aproveitamentos de Gouvães e Padroselos localizam-se em dois dos afluentes mais interessantes em termos ambientais. No primeiro caso, a barragem terá 36 m de altura e 173 m de comprimento, localizando-se no Rio Torno. Mas desviará ainda a água dos rios Viduedo, Alvadia e Olo. As célebres cascatas das Fisgas de Ermelo poderão desaparecer e o próprio Parque Natural do Alvão será profundamente afectado", considera o especialista ambiental.
O projecto das quatro barragens da cascata do Tâmega, como é conhecida – Daivões, Gouvães, Padroselos e Alto Tâmega –, foi adjudicado ao grupo espanhol Iberdrola.
Além da derivação do Olo, um canal com 7,8 quilómetros, a albufeira de Gouvães será ainda alimentada pela derivação de mais dois rios Alvadia (canal de 4,4 km) e de Viduedo (3 km).
Com estas afluências à albufeira de Gouvães, a energia produzida naquela barragem em ano médio é estimada em 153 GWh/ano.

Uma das maiores
cascatas da Europa


Considerado um "ex-libris" do Parque Natural do Alvão, a cascata Fisgas do Ermelo fica localizada na freguesia de Ermelo, concelho de Mondim de Basto, distrito de Vila Real.
Segundo a descrição, a cascata de Ermelo "é uma das maiores quedas de água de Portugal e uma das maiores da Europa".
Várias enciclopédias assinalam a cascata de Fisgas do Ermelo: "[A água do rio Olo] não se precipita numa vertical absoluta, fá-lo através de uma grande barreira de quartzitos formando um profundo socalco. As suas águas separam as zonas graníticas das zonas xistosas das terras envolventes".
O desnível da cascata estende-se ao longo de 200 metros de extensão "cavados ao longo dos milénios da sua existência pelas as águas calmas mas perseverantes do rio Olo".
O acesso para a cascata de Fisgas do Ermelo pode ser feito pelas estradas florestais que ligam Lamas de Olo à localidade de Ermelo ou a partir de Mondim de Basto e Vila Real através da estrada EN304, junto à aldeia de Ermelo e à ponte sobre o rio Olo.

[Fotos de Philstudio e do ICNB]

Sobre a ameaça que paira sobre o Olo e por consequência sobre Amarante, pode ler outros textos no arquivo do mês de Maio deste blog.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

"Subsídio" da Autoridade Nacional de Protecção Civil para a compreensão da ameaça que paira sobre Amarante






Cheias Induzidas por rotura de Barragens

Em Portugal Continental existem actualmente quase 100 grandes barragens e cerca de 800 de média e pequena dimensão, a grande maioria construída há já umas décadas. Apesar de projectadas e edificadas com toda a segurança, existe sempre algum risco de ocorrer a rotura de uma barragem, quer por colapso da sua estrutura, quer por cedência das fundações.
A rotura de uma barragem induz a jusante uma onda de inundação que pode afectar muitas vidas humanas e causar elevados danos materiais.

A actual legislação Portuguesa sobre segurança de barragens exige que as grandes barragens efectuem uma análise do risco de rotura e obriga os donos das barragens e as entidades governamentais a definirem mapas de inundação (com base em modelos hidrodinâmicos), de modo a permitir a definição de zonas de risco. Exige ainda que possuam planos de emergência, incluindo sistemas de alerta e aviso.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

PCTP/MRPP, em comunicado enviado à agência Lusa.

No documento, a estrutura partidária "questiona o que acontecerá à cidade de Amarante em caso de acidente com a barragem" e lembra que o aproveitamento hidroeléctrico vai ficar situado a seis quilómetros de Amarante, "com uma parede de 110 metros de altura, retendo as águas do rio".
Alerta ainda para os riscos de um "desastre ambiental em larga escala".
"Porque o rio Tâmega para montante de Amarante já apresenta um grau considerável de poluição, perguntamos que saúde e que qualidade de vida vão ter as populações ribeirinhas?", questiona o partido.
"Será que não basta o exemplo do efeito da poluição na albufeira do Torrão, mas que não cerca nem coloca as populações com esse grau de risco?", pergunta também.
Em Abril deste ano, o especialista em estudos de impacte ambiental Rui Cortes disse que a cidade de Amarante corre o risco de sofrer um desastre ambiental, se a barragem de Fridão for transformada em aproveitamento reversível, ficando emparedada entre dois açudes e duas barragens.
O especialista, docente na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), explicou que esse risco decorre da elevada poluição do rio Tâmega.
O Governo aprovou no início de Dezembro do ano passado o Programa Nacional de Barragens, que contempla a construção de 10 novas centrais hidroeléctricas, incluindo cinco na bacia hidográfica do Rio Tâmega a montante de Amarante.


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

SEPARAR AS ÁGUAS (ou algas?)

Neste dia 18 de Agosto, dia S. Agapito (Mártir), fomos pela estrada do Marco de Canaveses, confirmar o martírio dos amarantinos que vivem favorecidos pelas benesses que lhes trouxe a barragem do Torrão, comparativamente ao aspecto do rio Tâmega no local onde é colhida actualmente a água da rede pública, tudo para que nos preparemos para o progresso que aí vem, na enxurrada da barragem de Fridão.

Como S.Tomé, ver para crer

É certo que poucos da actual geração recordam ainda o Rio Tâmega antes da barragem do Torrão.
E muitas coisas terão passado de moda, tais como um rio limpo, ou estas rodas que por lá vimos à margem do caminho.
Como até a praia Aurora como a vimos hoje
Quando temos uma piscina das ondas, tal como a vimos reflectida no rio

A GERAÇÃO PRESENTE TEM ENTRE MÃOS O DIREITO E O DEVER DE LEVANTAR A SUA VOZ.
A MENOS QUE OPTE, COMO OS POLÍTICOS DA NOSSA PRAÇA, POR NÃO FAZER ONDAS.

POR ESTE ANDAR, DA MESMA FORMA QUE JÁ POUCOS SE LEMBRAM DO RIO TÂMEGA ANTES DA ALBUFEIRA DO TORRÃO, É MAIS QUE PROVÁVEL QUE, DENTRO DE UMA GERAÇÃO, AMARANTE JÁ TENHA CAÍDO EM DESUSO.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Um parecer jurídico em 15 dias ou para as calendas gregas...?








ACTA N.º 17/2008 DA REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL, REALIZADA NO DIA 5 DE MAIO DE DOIS MIL E OITO
(…) “Sendo assim, propomos que os serviços jurídicos do Município, no prazo de 15 (quinze) dias, dado o prazo do concurso para a concessão da barragem de Fridão, avaliem todas as possibilidades jurídicas para impedir a construção da barragem de Fridão, entre as quais a interposição de uma providência cautelar, cabendo depois à Câmara decidir aquilo que melhor servir os interesses de Amarante e dos Amarantinos".
(…)

"Posta à votação, a mesma foi aprovada, com os votos a favor dos proponentes (PSD), membros do Movimento Amar Amarante e do Sr. Vereador Engº. Carlos Silva. - Votaram contra o Sr. Presidente e a Srª. Vice-Presidente, invocando os mesmos motivos aquando da justificação de voto relativamente à admissibilidade da proposta apresentada pelo Sr. Vereador Engº. Carlos Silva"

TRANSVERSALIDADE


No passado Sábado, 9 de Agosto, alguns amarantinos que se identificam com os objectivos do Movimento Cívico "Por Amarante Sem Barragens", conjuntamente com militantes do MRPP, de Mondim de Basto, levaram a efeito uma recolha de assinaturas para a petição à Assembleia da República, registando cerca de 70 subscrições. Um exemplo para os partidos localmente maioritários que caso se sintam constrangidos na sua terra, podem sempre desenvolver acções paralelas, nem que seja na Sr.ª da Graça, que Amarante agradece.

sábado, 9 de agosto de 2008

FOI VOCÊ QUE PEDIU UMA ALBUFEIRA EM FRIDÃO? DIREI: É DESTA ÁGUA QUE BEBEREI!

Imagens colhidas ao longo da pista de pesca de Formão ( 2 quilómetros a jusante da cidade de Amarante) e no Canguido , ontem 8 de Agosto o 220º dia do calendário Gregoriano.


Esta última imagem do espaço verde em que a Albufeira do Torrão se transformou, constitui um prenúncio da mais valia da Albufeira de Fridão, no dizer dos pregoeiros do costume, e pretende ser uma alegoria de Amarante a afundar-se com os políticos locais metidos nas encolhas, e a maioria cada vez mais silenciosa.


O fotógrafo de serviço
A Freitas

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Bloco de Esquerda critíca responsáveis políticos por pouco ou nada fazerem

Prossegue a campanha do Bloco de Esquerda contra a construção da barragem de Fridão.
Recentemente o BE deu este novo visual aos cartazes que tem espalhados pela cidade.

sábado, 2 de agosto de 2008


Artigo de António Duarte
publicado no "Jornal de Amarante" de 31 de Julho de 2008

terça-feira, 22 de julho de 2008

Carta ao Presidente da Câmara Municipal de Amarante

Ex. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Amarante

C/ Conhecimento:
Exº Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Amarante
Exº Sr. Presidente da Comissão de Acompanhamento Da Barragem de Fridão / AM

Tendo o Grupo Cívico "Por Amarante Sem Barragens" vindo a acompanhar com crescente perplexidade, a forma como o processo da barragem de Fridão avança inexoravelmente, perante a aparente passividade do Chefe do Executivo camarário, mesmo sobre o anúncio de ontem, 17 de Julho, de que a EDP saiu vencedora do concurso para a sua exploração, tal afigura-se-nos, no mínimo, inexplicável.

Estando o processo de Fridão inquinado de raiz, na medida em que foi feito de costas para Amarante, a indisfarçável intenção de escamotear o seu impacto directo, e proximidade em relação à nossa cidade, é bem patente, no expediente de o Programa referenciar a barragem como distando 1,8 quilómetros da povoação de Moimenta, que ninguém conhece.

Daí que nem uma palavra ali conste sobre as implicações com a segurança dos amarantinos que passarão a viver com 200 hectómetros cúbicos de água apresados 90 metros acima das suas cabeças e apenas a 6 quilómetros a montante da cidade, o que torna irrisórios quaisquer sistemas de alerta ou planos de evacuação das populações ribeirinhas que doravante ficarão de refém perante uma catástrofe ainda que remotamente possível, tal como admite o Regulamento Sobre Segurança de Barragens.

A Construção da Barragem de Fridão e uma eventual elevação da cota das águas na cidade, levaram o professor Rui Cortes a afirmar peremptoriamente , em Abril passado, no salão Nobre dos Paços do Concelho, numa sessão a que V Ex.ª se viu impedido de comparecer, que Amarante "vai sofrer um desastre ambiental irreversível", e que "tal como a conhecemos desaparecerá".

Por que espera, então Sr. Presidente para divulgar o estudo jurídico encomendado pela câmara, com o seu voto contra, tanto mais surpreendente quanto pareceria que aquele vinha de encontro à vossa solene e pública promessa de "lutar dentro do esquema legal para que não se construa aquela barragem"?

Este aparente letargo em V Ex.ª, parece-nos pender mais para a vossa tese de 1999, quando a propósito desta exacta barragem contrapunha que Amarante não está no Centro do Mundo, do que para o solene compromisso de Maio de 2008, de lutar dentro do esquema legal ou qualquer outro mesmo a nível do magistério de influência.

E isso será bastante contagioso, olhando à apatia dos principais partidos e movimentos representados nos órgãos autárquicos, com particular realce para a moribunda comissão constituída na Assembleia Municipal, cujo presidente acaba de declinar responsabilidades políticas de cúpula, por alegado cansaço, certamente que não por causa da barragem de Fridão, nem pelo futuro desta terra tão indefesa, que os que dizem servi-la dão tão fracas garantias na hora da verdade.

Por que esperam então, os líderes partidários para activar as respectivas correias de transmissão que tão bem funcionam em marés eleitorais?!

Será que a escala da barragem de Fridão é secundária, ou será que o receio de ferirem determinadas susceptibilidades fala mais alto?

Daí que o Grupo Cívico "Por Amarante sem Barragens" fiel ao objectivo a que se impôs, de mobilizar e informar os amarantinos, não pode pactuar com tamanho silêncio, e na perspectiva de que V Ex.ª já se comprometeu solenemente a "agir com racionalidade e pouca emoção e a lutar dentro do esquema legal para que se não construa esta barragem, e que não vai ao tapete com facilidade, ameaçando levar a questão ao Presidente da República e aos tribunais se o Governo insistir em construir a barragem de Fridão ou mexer na cota de exploração da barragem do Torrão, no troço final do Tâmega", pedimos-lhe que avance de uma vez por todas.

Os 2161 subscritores da petição contra a barragem de Fridão, disponível hoje em http://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?PASB2008 são um claro e inequívoco sinal de que tem V Ex.ª inteiro aval para avançar com o que terá em reserva.

Assuma-se, antes que Amarante vá ao tapete com V Ex.ª Sr. Dr. Armindo Abreu, que nunca as gerações futuras nos perdoariam tamanha e tão infame capitulação.

Com a nossa total disponibilidade para vos secundar e apoiar nesta causa em que a V Ex.ª compete dar um claro sinal e assumir uma inequívoca posição, reiteramos a certeza de que V Ex.ª não defraudará as expectativas que gerou, e compromissos solenemente assumidos.

Em representação do Grupo Cívico "Por Amarante Sem Barragens"

Com os melhores cumprimentos

Amarante, 18 de Julho de 2008

Artur T F Freitas - BI nº 13272938BI
Álvaro Cardoso - BI nº 2708977
Hugo Silva - BI nº 5901749

domingo, 20 de julho de 2008

200 ANOS DEPOIS...!


Abrimos neste Blog um concurso de ideias para o texto da placa que, por este andar, irá substituir esta, assinalando para a posteridade, o "heróico silêncio" e a debandada dos políticos locais que entregaram de bandeja Amarante à EDP.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O silêncio dos "inocentes"



"A EDP foi a vencedora do concurso de construção das barragens de Alvito e Fridão caso não surjam razões de natureza administrativa em contrário, disse hoje à agência Lusa o presidente do Instituto da Água (INAG), Orlando Borges.
"Se não houver razões de natureza administrativa em contrário, a EDP é a vencedora, uma vez que o critério financeiro é determinante" neste concurso e a EDP foi a concorrente que ofereceu valores mais altos, que totalizaram os 161,7 milhões de euros para as barragens de Alvito e Fridão, adiantou Orlando Borges.

O júri do concurso vai agora fazer um relatório e consultar os restantes concorrentes à construção da barragem de Fridão, as espanholas Unión Fenosa, Iberdrola e Endesa que apresentaram propostas que variaram entre os 80,001 milhões de euros e os 20 milhões de euros.

Segundo o presidente do INAG, não havendo contestação dos concorrentes vencidos ou problemas administrativos com a proposta da EDP, a construção da barragem será adjudicada à empresa portuguesa dentro de "oito a quinze dias". "
(...)

MARÃOonline

Perante o silêncio comprometedor de quem parece disposto a vender o nosso futuro, eles já deram mais um passo...

A EDP concorreu à construção das barragens de Alvito e Fridão pelo montante global de 161,7 milhões de euros, enquanto que as espanholas Unión Fenosa, Iberdrola e Endesa concorreram apenas a Fridão, foi hoje anunciado.
A construção da barragem de Almourol, como era esperado, e nós aqui tinhamos já previsto em post anterior, não teve empresas a concurso.
Não é conhecido o valor das propostas individuais da EDP relativamente às barragens de Fridão e Alvito.

Para Fridão, a Endesa apresentou a proposta mais alta do grupo das espanholas (80,001 milhões de euros), seguida da Iberdrola (37,2 milhões de euros) e Unión Fenosa (20,52 milhões de euros).


Pelo valor da proposta apresentada, é interessante verificar o especial empenho da EDP, proprietária da barragem do Torrão, em explorar Fridão.


Entretanto, enquanto a composição há muito tempo avança , em marcha de cruzeiro, Câmara e Assembleia Municipal assobiam para o lado.

PS, PSD e CDS e respectivas organizações de juventude, continuam também elas, a nada ter para dizer sobre o assunto!
HS

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A Barragem de Fridão, outras vozes

retirado do blog "Gerotempo"

As Barragens do nosso descontentamento

O Governo apressa-se a avançar com o plano nacional de barragens, ignorando a opinião pública e das organizações da sociedade civil. Já o Ministro do Ambiente dizia na Assembleia da República que agora com o plano feito e as barragens seleccionadas era para se avançar no terreno. Com isto ele queria dizer que serão irrelevantes os estudos de impacto ambiental e, obviamente, a opinião da sociedade e populações afectadas. A participação pública resume-se, como habitualmente, a nada.São 10 as barragens incluídas no plano: 6 na bacia do rio Douro, 2 na bacia do rio Tejo e uma nas bacias dos rios Vouga e Mondego. Posteriormente foram adicionadas as do Ribeiradio e do Baixo Sabor. Destas 12 barragens, 4 são particularmente problemáticas: a do Foz Tua, a do Fridão (Amarante), a de Almourol (Abrantes) e a do Baixo Sabor.A do Foz Tua será entregue à EDP, a qual apresentou uma proposta de cota máxima: 195 metros. De qualquer forma, independentemente da cota, desaparecerá a parte mais atractiva do vale do rio Tua e da linha ferroviária que o atravessa, considerada uma das mais belas do mundo, perdendo-se igualmente a ligação à linha do Douro e ao litoral. Além disso, serão inundadas um conjunto de vinhas inseridas na Região Demarcada do Douro, o único sustento de várias famílias.As outras quatro barragens já sujeitas a concurso situam-se no Alto Tâmega, estando no interior de um círculo com um raio de uma dezena de quilómetros. A quinta barragem da sub-bacia do Tâmega é a do Fridão, e está a gerar polémica por ficar apenas a 12 km da cidade de Amarante: isto significa que a população ficará emparedada entre um dique, com 90 metros de água acima da cidade, e um açude, num plano mais elevado que o paredão da barragem do Torrão. Em caso de cheia rápida e da necessidade de abrir as comportas da barragem, isso colocaria em elevado risco a população de Amarante. Além disso, com a possível alteração do nível da água e das suas condições de circulação, será danificado o rico património paisagístico da cidade.No total são seis novas barragens para a bacia do Douro, já muito intervencionada por barragens (tanto no lado português, como no espanhol) e com poucas áreas entregues aos ecossistemas naturais e biodiversidade. Estes novos projectos vão alterar definitivamente as relações entre os ecossistemas ribeirinhos, bem como entre as populações e o seu ambiente natural e paisagem, nomeadamente na continuação de actividades económicas de baixo impacto ambiental e que são essenciais para a fixação das populações.
(...) De acordo com os cálculos da Quercus, o plano de barragens traria um contributo de apenas 3,3% do consumo final de energia de 2006, significando uma redução das emissões, na melhor das hipóteses, de 1% em relação a 1990. Pois acontece que o plano de barragens não entrou em linha de conta com o facto de 89% das águas armazenadas em albufeira encontrarem-se em processo de eutrofização, significando que estão a libertar gases de efeito de estufa e a tornar a água imprópria para qualquer uso. Isto derruba o argumento do contributo das barragens para o combate às alterações do clima e para a criação de reservas de água (as quais passarão, aliás, a ser controladas por privados) numa situação de irregularidade climática.Também o argumento das barragens enquanto instrumento de controlo das cheias tem de ser avaliado com cuidado. Já em situações de cheias rápidas no país, com elevados prejuízos humanos, a existência de barragens acabou por transferir o problema para outras zonas ou mesmo agravar os efeitos devastadores das cheias. Hoje, a nível europeu, está a passar-se progressivamente da noção de «controlo» para a noção de «gestão» das cheias, apostando-se em soluções locais adequadas.É preciso parar este engodo do Governo, recolocando os argumentos que contam e dinamizando a opinião pública para travar as barragens do nosso descontentamento.

Rita Calvário

http://gerotempo.blogspot.com/2008/05/as-barragens-do-nosso-descontentamento.html

terça-feira, 1 de julho de 2008

IBERDROLA paga quase 304 milhões de euros por quatro barragens do rio Tâmega

Mais quatro barragens para o Tâmega

A Iberdrola foi a empresa que apresentou a proposta financeira mais elevada para as barragens de Padroselos, Alto Tâmega, Daivões e Gouvães, no valor de 303,7 milhões de euros, afirmou à agência Lusa o presidente do Instituto da Água.
Segundo Orlando Borges trata-se de um valor muito superior ao inicialmente estimado, de 120 milhões de euros.
"Só para estas barragens foram apresentadas propostas financeiras que quase cobrem a totalidade do programa nacional de barragens que tínhamos em expectativa", afirmou.
A EDP e a Unión Fenosa foram as restantes empresas que apresentaram propostas para este conjunto de quatro barragens, acrescentou.
Os aproveitamentos hidroeléctricos de Girabolhos (rio Mondego) e de Pinhosão (rio Vouga) não receberam qualquer candidatura, por questões técnicas, razão pela qual o Instituto da Água (INAG) vai avançar com dois concursos separados.
Orlando Borges afirmou à Lusa que a adjudicação da construção das quatro barragens da cascata do Tâmega deverá ocorrer dentro de três semanas a um mês.

In: Marão online


A IBERDROLA, que se candidata à exploração destas quatro barragens na bacia do Tâmega, a montante de Amarante, é uma empresa espanhola que actua na distribuição de gás natural e na geração e distribuição de energia eléctrica.

Dia 17 de Julho é a data limite para apresentação das propostas para a construção e exploração da barragem de Fridão.

O cerco aperta-se a Amarante, perante o silêncio ensurdecedor de alguns.

É necessário acentuar o esforço de recolha de assinaturas, que tem de chegar às quatro mil, para obrigar a Assembleia da República a pronunciar-se sobre o assunto.