sábado, 31 de janeiro de 2009

Por que temeis, homens de pouca fé?

Dedicado à Câmara Municipal de Amarante e Comissão de Acompanhamento da Barragem de Fridão constituída no âmbito da Assembleia Municipal que não mexeram uma palha para que o programado transvase do rio Ôlo fosse metido na gaveta. E apesar de os eleitos locais continuarem quedos e mudos, e da passividade da maioria silenciosa, o Programa fez marcha atrás.

" Vila Real, 23 Jan (Lusa) - O ministro do Ambiente, Nunes Correia, garantiu hoje em Vila Real que a cascata Fisgas do Ermelo vai continuar, apesar da construção das barragens do Alto Tâmega.
"As Fisgas do Ermelo, neste momento, posso dar por adquirido que vão continuar", assegurou o ministro, acrescentando que "houve um grande empenho nesse sentido".
"O nosso esforço é sempre conciliar o desenvolvimento das regiões e das populações com a conservação da natureza", afirmou Nunes Correia, após a cerimónia de posse do novo director do Departamento de Áreas Protegidas do Norte, Lagido Domingos, que ocorreu hoje na sede do Parque Natural do Alvão, em Vila Real.
A cascata Fisgas do Ermelo, uma queda de água no rio Olo, afluente do Tâmega, é dos locais mais visitados no Parque do Alvão, numa zona onde o caudal do rio separa as zonas graníticas das zonas xistosas.
O desnível da cascata, uma das maiores quedas de água da Europa, situada em Ermelo, no concelho de Mondim de Basto, estende-se por 200 metros de extensão.
Temia-se a extinção das Fisgas do Ermelo porque o projecto das quatro barragens da "cascata do Tâmega" - Alto Tâmega, Daivões, Padroselos e Gouvães - hoje apresentado em Chaves, na presença do primeiro-ministro José Sócrates, previa o desvio do caudal do rio Olo para a barragem de Gouvães através de um canal de derivação de quase oito quilómetros.
A ideia surgiu no estudo prévio do Plano Nacional de Barragens, mas gerou de imediato forte contestação na região de Vila Real e de Amarante, uma vez que a redução do caudal do Olo destruiria a queda de água."

Obrigado à Câmara Municipal de Amarante e à Comissão de Acompanhamento. Os vindouros ficar-vos-ão eternamente gratos por não terem empatado esta cruzada que furou o bloqueio.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Água mole em pedra dura...


Afinal no que toca às Fisgas de Ermelo, o Plano Nacional encolheu as garras, não certamente pelos ricos olhinhos dos 712 habitantes, mas pela sua tomada de consciência e oposição unânime ao esbulho do seu património.

Se dependesse dos amarantinos o "também nosso" Rio Ôlo bem ia à vida, mais parecendo que a parte que nos toca, já estava negociada nos gabinetes.

Com esta cedência, a barragem de Fridão está cada vez mais isolada, sob a lupa da EDP.

Por que esperam os amarantinos e a Comissão de Acompanhamento da Assembleia Municipal para seguirem o exemplo de Ermelo, insurgindo-se, em bloco, ao menos em nome da sua própria segurança?!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Uma primeira vitória


Fisgas de Ermelo escapam a novas barragens

JOSÉ ANTÓNIO CARDOSO, "Diário de Notícias" 24 de Janeiro

Mondim de Basto. Maior queda de água do País deverá manter-se

Iberdrola diminui produção de energia para poupar cascata

O ministro do Ambiente, Nunes Correia, garantiu ontem, em Vila Real, que a cascata das Fisgas de Ermelo não vai ser afectada com a construção das barragens do Alto Tâmega. As Fisgas do Ermelo são a maior queda de água de Portugal, localizada no Parque Natural do Alvão, que se temeu vir a ser afectada com a construção da barragem de Gouvães." As Fisgas do Ermelo, neste momento, posso dar por adquirido que vão continuar", assegurou o ministro, acrescentando que "houve um grande empenho nesse sentido. O nosso esforço é sempre conciliar o desenvolvimento das regiões e das populações com a conservação da natureza", afirmou Nunes Correia, após a cerimónia de posse do novo director do Departamento de Áreas Protegidas do Norte, Lagido Domingos, que ocorreu na sede do Parque Natural do Alvão, em Vila Real. Há cerca de três meses, Rui Cortes, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e especialista da área do ambiente, afirmou que a construção de quatro barragens na bacia hidrográfica do Tâmega e de três derivações de cursos de água iriam «alterar completamente» a zona envolvente a este rio e até mesmo o Parque Natural do Alvão. Rui Cortes referia-se exactamente à derivação do rio Olo, o que alimenta as Fisgas de Ermelo, aquelas que são consideradas como as maiores quedas de água de Portugal e uma das maiores da Europa, anualmente visitadas por milhares de pessoas. O projecto inicial das quatro barragens da "cascata do Tâmega" (Alto Tâmega, Daivões, Padroselos e Gouvães), que foi adjudicado ao grupo espanhol Iberdrola, previa que a barragem de Gouvães, a construir no rio Torno, iria ser abastecida pela água de dois afluentes, o Olo - na zona a montante das Fisgas - e Alvadia, e assim o caudal que actualmente alimenta as Fisgas seria reduzido ao mínimo, afectando seriamente aquela queda de água, que poderia vir a desaparecer. Após as declarações do ministro, o DN contactou o investigador da UTAD, Rui Cortes, que adiantou já ter conhecimento do facto, pois no início de Dezembro o presidente da Iberdrola esteve na UTAD, e, perante os factos expostos pelos investigadores da Academia, comprometeu-se a estudar o problema. Segundo Rui Cortes, posteriormente a UTAD foi informada pela Iberdrola "de que, apesar de significar uma diminuição na produção de energia eléctrica, a empresa prescindia do transvase das águas do rio Olo, permitindo assim a continuidade das cascatas das Fisgas de Ermelo. Para Rui Cortes, ainda bem que o Instituto da Conservação da Natureza e a empresa concessionária se aperceberam dos danos que seriam causados, a tempo foi encontrada uma solução, "é um exemplo para outras situações", adianta o investigador.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Bruxelas investiga Programa de Barragens

Comissão Europeia está a analisar queixa sobre possível violação de directiva-quadro da água. E encomenda um estudo

Ricardo Garcia (Jornal PUBLICO DE 19 de Janeiro de 2009)

A Comissão Europeia está a investigar a possibilidade de o Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hídrico, que envolve a construção de dez novos aproveitamentos em Portugal, violar a directiva-quadro comunitária sobre a água.
A hipótese foi levantada por associações ambientalistas portuguesas, numa carta enviada a Durão Barroso, que foi assumida como uma queixa por Bruxelas. Um dos argumentos é o de que as barragens, ao alterarem radicalmente os rios onde se localizam, podem comprometer a obtenção do "bom estado da água" que a directiva-quadro exige até 2015.A directiva não impede a construção de novas barragens, mas exige uma série de condições, uma delas a de que estejam contempladas em planos de gestão de bacias hidrográficas. Mas os planos exigidos pela directiva ainda não existem. Até ao final deste ano, deverá haver versões disponíveis para consulta pública, informa a assessoria de imprensa do Ministério do Ambiente.Organizações ambientalistas unidas em torno da Plartaforma Sabor Livre entendem que, ao aprovar as barragens antes da elaboração dos planos de bacia, Portugal está a violar a directiva-quadro da água. A Comissão Europeia confirmou ao PÚBLICO, através do gabinete de imprensa do comissário do Ambiente, Stavros Dimas, que está a investigar a queixa, sem fornecer mais detalhes. Bruxelas, entretanto, já pediu a uma empresa externa uma proposta para uma "avaliação independente" do Programa Nacional de Barragens. Nos termos da requisição do serviço, anexados a uma carta enviada em finais de Novembro à empresa em causa, o foco da avaliação é o "cumprimento da legislação da União Europeia sobre a água".Segundo o documento, o plano nacional não inclui "uma comparação adequada" entre os benefícios das barragens e os objectivos de qualidade da água impostos pela directiva. "Há muito pouca atenção aos impactos na água", diz o documento. O texto não reflecte uma posição formal da Comissão Europeia, pois ainda nem sequer foi aberto um processo de infracção à legislação comunitária.A estudo deverá avaliar outras alegadas lacunas do programa de barragens, tais como o efeito das alterações climáticas sobre a disponibilidade de água para os empreendimentos propostos. O PÚBLICO não conseguiu confirmar, junto da Comissão, se o estudo já foi ou não adjudicado. Mas o desejo de Bruxelas era o de que a avaliação fosse feita entre Janeiro e Maio. O presidente do Instituto da Água, Orlando Borges, afirma que não há qualquer violação da legislação comunitária.Orlando Borges afirma que o plano do Governo foi sujeito a uma avaliação ambiental estratégica, que permitiu afastar as opções claramente inviáveis em termos ecológicos. "O ambiente foi preponderante", diz.Além disso, cada projecto individual vai ser alvo, agora, de um estudo mais aprofundado. "Todas essas barragens vão ter uma avaliação de impacte ambiental", explica.O plano do Governo é reduzir a fatia de potencial hídrico não-aproveitado no país de 54 por cento para 33 por cento. Orlando Borges afirma que outros países europeus, com muito menos potencial hídrico por aproveitar, fizeram mais barragens do que Portugal nos últimos 15 anos.Segundo Orlando Borges, Portugal já prestou vários esclarecimentos sobre o plano de barragens a Bruxelas, através do sistema Pilot, um procedimento agilizado de pedido e envio de informações sobre queixas apresentadas à Comissão Europeia. O programa de barragens não envolve financiamentos comunitários, sendo a construção dos empreendimentos suportada pelas concessionárias que venceram os concursos lançados no ano passado - EDP, Iberdrola e Endesa. O Estado arrecadou 623 milhões de euros com os concursos. Se não surgir nenhum obstáculo, oito novas barragens do programa serão construídas até 2016. A esta somam-se três actualmente em obras ou prestes a serem lançadas. "Nunca em Portugal se fizeram tantas grandes barragens ao mesmo tempo", diz Orlando Borges

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Segurança e abertura de espírito

O Jornal de Notícias de ontem, dia 11, inclui, como reportagem principal, um trabalho sobre segurança de barragens.
Para além do texto já aqui transcrito com o título “Barragens ainda sem plano de emergência”, o trabalho inclui ainda uma reportagem sobre o desastre de há 50 anos em Ribadelago, Espanha, onde morreram 144 pessoas, vítimas do rebentamento de um dique numa barragem do Lago de Sanábria.

Confrontados com o projecto de construção da barragem de Fridão, reproduzimos mais algumas pequenas notas desse trabalho jornalístico.
Para além de uma listagem de diversos acidentes e respectivo número de mortos provocados por ruptura de barragens tais como:

31 de Maio de 1889
South Fork (EUA), 2.209 mortos

02 de Dezembro de 1959
Malpasset (Alpes Franceses), 421 mortos

09 de Outubro de 1963
Vajont (Alpes Suíços), 2600 mortos

26 de Agosto de 1993
Gouhou (China), 1257 mortos.

destacamos a seguinte nota:

Mais vale prevenir do que remediar em caso de acidente

. Medidas obrigatória


O Regulamento de Segurança impõe cartas de riscos (mapa de inundáveis em caso de ruptura), sistemas de aviso e alerta e planos de emergência. O plano interno, feito pelo dono da obra, visa a segurança da barragem e do vale a jusante até ao local da chegada da cheia em meia hora, com o mínimo de cinco quilómetros. O externo cabe à Protecção Civil abrangendo a área além desta.

Entretanto, nós por cá, ameaçados de ficar como reféns, aguardamos pelo Regulamento de Segurança, com os devidos sistemas de aviso e alerta, que nos explique, se puder, como se protegem uns milhares de cidadãos a viver e trabalhar a menos de seis quilómetros dedistância de uma barragem com mais de 100 metros de altura.

Enquanto isto, o presidente da Câmara Municipal de Amarante, em entrevista recente ao “Tâmega Jornal”, afirmava: A minha maior preocupação é a questão da segurança e nesse sentido vou promover um debate sobre o tema. Depois disso resolvido, há que pesar os prós e os contra e se os prós forem superiores aos contra, não me oporei à construção da barragem. O que é preciso é discutir o assunto com abertura de espírito”.

Como se vê “abertura de espírito” é coisa que não falta ao presidente da Câmara Municipal de Amarante. Pois ao que se confirma, longe vão os tempos em que declarava peremptório, em resolução por si apresentada e votada por unanimidade na reunião da Câmara Municipal:

“Na verdade e sem considerarmos por ora os impactes ambientais negativos que a construção deste empreendimento necessariamente causaria e que no momento não estamos em condições de avaliar convenientemente, é para nós impensável a construção de uma barragem a montante da cidade a uma cota de máxima retenção de água superior à 140, contra a cota actual das águas do rio Tâmega na cidade, cerca da 62, a apenas uma distância de 10/12 Km. "

"Por questão de segurança das suas pessoas e bens, os amarantinos não poderiam viver numa cidade que ficaria a uma cota inferior à albufeira da Barragem de Fridão, distante dela apenas 10/12 Km. "


"Mesmo que se considere apenas o sentimento de insegurança, justificada está a não construção desta barragem. Porém, é conveniente lembrar que a Ciência não pode garantir a segurança absoluta deste tipo de obras contra quaisquer condições climatéricas, geológicas, ou outras."

"Sendo estultícia pensar que é possível eliminar todos os focos poluidores, a albufeira de Fridão iria contribuir para o agravamento da degradação da qualidade da água do rio Tâmega, tal como aconteceu na albufeira do Torrão."

"Numa palavra, a construção da Barragem de Fridão, em vez de nos trazer desenvolvimento sustentável, trar-nos-ia degradação da nossa qualidade de vida e regressão económica.”


Com estes considerandos e mais alguns, a Câmara Municipal de Amarante aprovou então, a seguinte Moção que ao que sabemos, expressa ainda a opinião oficial daquela entidade:

“A Câmara Municipal de Amarante, convicta de estar a interpretar os mais legítimos interesses dos cidadãos que representa, decide manifestar a sua firme oposição à construção da Barragem de Fridão e à alteração da cota máxima de exploração da Barragem do Torrão acima da cota 62.”

domingo, 11 de janeiro de 2009

Barragens ainda sem planos de emergência

Regulamento de 1990 já exigia planos, mas só agora arrancam para as 150 maiores

O Instituto da Água e a Protecção Civil estão a apreciar dezenas de Planos de Emergência a que uma lei de 1990 já obrigava e que foi revista há um ano. O procedimento vai abranger cerca de 150 albufeiras.
Já houve " meia dúzia de situações preocupantes" com barragens, não esconde o vice-presidente do Instituto da Água (INAG), entidade que, com a colaboração técnica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e com a Autoridade Nacional para a Protecção Civil (ANPC), avalia a saúde das barragens para prevenir eventuais riscos.
Rocha Afonso cita casos como os de Lapão e Fagilde (em Mortágua e Viseu, respectivamente), que há cerca de uma década levaram a intervenções de alguma emergência.
O mesmo responsável remete para as inspecções periódicas feitas pelo INAG o reconhecimento do nível de segurança das barragens portuguesas. Ainda assim, admite que é no plano das muito pequenas barragens agrícolas que se pode colocar mais o problema de uma cedência de estruturas. "Já tivemos que nos substituir a donos de obras em situações de pequenas barragens", afirma Rocha Afonso, para garantir em seguida que "as barragens de grande dimensão são seguras".
Os donos de obra são os verdadeiros responsáveis pela segurança das albufeiras. E eles são múltiplos: desde o próprio INAG, aos municípios, às Águas de Portugal, ao Ministério da Agricultura (no regadio cometido às associações de beneficiários) e à EDP. Quanto a esta última, Rocha Afonso não hesita em afirmar que são das mais monitorizadas. As particulares do sector agrícola são as que cumprem menos, refere.
Os tipos construtivos determinam planos de observação diferentes. Betão, enrocamento e aterro implicam níveis distintos de riscos e, por norma, os diversos materiais estão também relacionados com a capacidade de armazenamento.
A regulamentação de 1990, alterada em 2007, estabelece a classificação das barragens em diversos tipos (1, 2 e 3), consoante os danos potenciais, primeiro em vidas e depois em danos económicos e ambientais.
Como referimos, são os donos de obra que têm a incumbência de elaborar o Plano de Emergência Interno. Este contempla a observação/monitorização das barragens tipo 1 (as com maior potencial de estragos) e obriga ao desencadeamento de avisos e alertas se ocorrer uma situação anómala. Numa tal circunstância, será depois a Protecção Civil a encarregar-se a jusante de pôr no terreno os procedimentos de emergência.
Serão cerca de 150 as barragens obrigadas a ter plano de emergência por corresponderem ao tipo 1, estima o vice-presidente do INAG. O regulamento saído em finais de 2007 estipulava um ano para os donos de obra classificarem as barragens sob sua administração, mas não um prazo para a elaboração dos planos.
"A execução no terreno depende da capacidade de investimento do dono de obra", concede Rocha Afonso, para adiantar que "há dezenas já em processo de apreciação pelo INAG e Protecção Civil, precisamente cobrindo as albufeiras de maior risco potencial. No entanto, será de prever que todo o processo das 150 albufeiras não esteja concluído antes de cinco anos.
"São processos complexos", afirma o mesmo especialista, referindo, entre outros aspectos, os mapeamentos necessários sobre as ondas de cheia num caso de rotura. Esses estudos indicam até onde, com que velocidade e altura uma parede de água pode atingir as zonas a jusante.
E se a EDP já está a fazer os seus planos de emergência, entidades como as associações de beneficiários de rega parecem estar dependentes de oportunidades de financiamento como os fundos comunitários. É que não são só necessários os planos/estudos no papel: é preciso equipamento de monitorização e, além disso, sistemas permanentes de alerta à população, incluindo sirenes para avisar de uma eventual evacuação.


EDUARDA FERREIRA
JN 11-01-2009

domingo, 28 de dezembro de 2008

SILÊNCIO DOS INOCENTES, perdão, dos AMARANTINOS...!

Se a barragem vier, tal como aceitamos o gasóleo e as algas da barragem do Torrão, é tudo uma questão de hábito: primeiro estranha-se depois entranha-se...!


Cá para nós: Amarante (ou os amarantinos?) está a afundar-se ou virada do avesso?


Decorridos largos meses desde que disponibilizamos em http://www.petitiononline.com/PASB2008/petition-sign.html uma petição a enviar à Assembleia da República, as 2792 subscrições registadas até ao presente, situam-nos ainda aquém das 4000 assinaturas legalmente exigidas para a sua discussão em plenário. Onde param os muitos que dizem estar contra a barragem, e o que, ou quem, os intimida?
Com o aval dos que já se assumiram, comparticipamos um pedido de audiência pelo Presidente da República. Quanto ao mais, iremos até onde os nossos conterrâneos nos mandatarem, já que os poderes instituídos e as forças políticas locais continuam fechados que nem ostras, a mando de quem ou a troco do quê (?).

NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL, BLOCO DE ESQUERDA DEMARCA-SE DA APATIA DA COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DA BARRAGEM DE FRIDÃO.

O Deputado à Assembleia Municipal, pelo Bloco de Esquerda, Alcino Simões, que integra a comissão de acompanhamento da Barragem de Fridão, após haver notificado o presidente desta comissão, no sentido de promover uma reunião que dinamizasse este grupo de trabalho, e sem resultados visíveis, endereçou, na reunião daquele órgão autárquico, em 27 do corrente, ao Presidente da Mesa, uma petição em que se demarca da apatia e marasmo em que prossegue aquele grupo de trabalho, decorridos 14 meses sobre a sua constituição, e donde destacamos:

Ex.ºSr. Presidente da Assembleia Municipal de Amarante:

"... Que nos lembremos, foram efectuadas três reuniões, sendo que uma delas serviu para a eleição do seu presidente e secretário, outra para preparação de um encontro para debate publico com especialistas nesta matéria, e finalmente uma ultima, após renuncia do seu presidente, para eleger os novos órgãos desta mesma comissão, que foi inconclusiva.Assim, como actividade palpável e visível sobra o já referido debate publico que teve lugar nesta mesma sala.É muito pouco para um problema de tamanha importância e decisivo para o futuro de Amarante.Não queremos acreditar que esta quase inexistente actividade radica na falta de empenhamento com que os nossos representantes, a começar pelo Sr..Presidente da Câmara, e alguns elementos destacados da oposição, encaram este problema, mau grado publicas e repetidas profissões de fé contra a sua construção.Diga-se a verdade que já não é bem assim, esta posição tem vindo ao longo do tempo a sofrer alterações estratégicas, tanto que neste momento o Sr..Presidente da Câmara já aceita a sua construção garantidos que estejam alguns pressupostos, nomeadamente a segurança., como se alguém o possa garantir ( vide entrevistas dadas a vários órgãos de comunicação social).Pela nossa parte ainda pensamos que os objectivos que nortearam a criação desta Comissão se encontram válidos e actuais, e não aceitamos a sua “morte natural”.Tudo fizemos e continuaremos a fazer ao nosso alcance para que tal não venha a acontecer, como atestam o alerta que lançamos em assembleia anterior e o apelo que recentemente fizemos por carta endereçada ao Sr.. Eng.º Sampaio, representante designado pelo PSD em substituição do Dr. Abel Afonso, para nova reunião.Contudo, a manter-se esta apatia e aparente desinteresse, não aceitaremos continuar a caucionar com o nosso contributo esta Comissão cujos resultados até ao momento estão muito longe dos objectivos que presidiram à sua criação."

António Norte Simões

sábado, 13 de dezembro de 2008

Um exemplo a seguir no Tâmega

Barragem do Baixo Sabor
Tribunal Administrativo dá razão à Plataforma Sabor Livre


«A Plataforma Sabor Livre (PSL) ganhou um novo "round" na luta contra a construção da barragem do Baixo Sabor e acusa a EDP de desrespeitar ordens judiciais.
No passado dia 3 de Dezembro, o Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa emitiu um despacho que dá razão ao pedido de providência cautelar interposto pelo grupo de organizações ambientalistas reunidas na plataforma. Segundo a Plataforma, a decisão determina a supensão imediata das obras e a suspensão da prorrogação da validade da declaração de impacte ambiental da obra.
Neste processo polémico que se arrasta há vários anos, junta-se agora esta decisão do Tribunal Administrativo suscitada pelo facto de o contrato de construção da barragem ter sido assinado a 30 de Junho de 2008, quinze dias depois de a declaração de impacte ambiental ter caducado.»

in Público -11 de Dezembro de 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

(PARA MEMÓRIA FUTURA...)

In Rádio Renascença 3.12.2008
Regiões
Amarante
População diz "não" a barragem




O Movimento Contra a Barragem de Fridão, em Amarante, aproveita a deslocação do Presidente da República, esta manhã, ao Marco de Canavezes, para dar visibilidade ao seu protesto.
A questão da segurança da albufeira, em construção prevista a montante da sede de Concelho, é a principal preocupação dos manifestantes.

“Não é agradável sabermos que a 10km da cidade temos um muro em betão com cerca de 90 metros de altura e com uma albufeira enorme. Portanto, a minha primeira preocupação e a de todos os amarantinos é a questão da segurança. Em caso de catástrofe, evidentemente, a cidade seria destruída”, afirma Armindo Abreu, Presidente da Câmara de Amarante.

A Câmara já aprovou por unanimidade uma moção contra a construção da barragem e o socialista e autarca, Armindo Abreu, diz que agora é necessário esperar pelo estudo de impacto ambiental.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega reuniu com Chefe da Casa Civil da Presidência da República

Em conformidade com o anúncio difundido em vários OCS, nomeadamente aos microfones do Rádio Clube Português, e fruto de contactos preliminares, nesse sentido, uma comissão do Movimento Cívico Para o Desenvolvimento no Tâmega, contactou o Presidente da República, na sua visita ao município do Marco de Canaveses, no passado dia 3 de Dezembro, transmitindo-lhe a sua inconformação perante as dramáticas consequências para a cidade de Amarante e para a segurança das populações ribeirinhas, que resultarão da construção da barragem de Fridão, segundo expresso num manifesto que conta já com 1300 aderentes. Tendo as contingência de espaço e tempo inviabilizado uma abordagem mais exaustiva, e a comissão sido remetida pelo PR, para o Chefe da sua Casa Civil, vai aquela comissão remeter ao Gabinete do Presidente da República uma informação mais detalhada, com vista a um mais estreito acompanhamento do processo, por parte do PR,no âmbito do seu magistério.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Cavaco Silva vai receber Movimento contra barragem de Fridão

O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento do Tâmega, que luta contra a construção da barragem de Fridão, em Amarante, vai ser recebido quarta-feira pelo Presidente da República, anunciou hoje a organização.

Cavaco Silva visita a 03 de Dezembro o Município do Marco de Canaveses, onde vai inaugurar um parque fluvial no rio Tâmega e as piscinas municipais de Alpendorada e Matos.
Será após a sessão de boas-vindas, na qual o Presidente da República receberá a Medalha de Honra e o título de cidadão honorário do Município, que uma delegação do movimento contestatário das barragens no rio Tâmega entregará a Cavaco Silva um exemplar do Manifesto Anti-barragem «Salvar o Tâmega e a vida no Olo».
O líder do movimento, Emanuel Queirós, disse à Lusa que o lançamento do manifesto anti-barragem serve «para mobilizar a população para a fase da discussão pública» sobre o projecto da barragem, que deverá ocorrer no segundo semestre de 2009, quando for apreciado o estudo de impacte ambiental, em elaboração.
Além do manifesto, o movimento anti-barragem lançou uma petição na internet, que recolheu mais de 1.100 assinaturas em menos de duas semanas.
O manifesto é subscrito por cidadãos dos quatro concelhos afectados pela construção do empreendimento - Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Amarante.
«As Barragens do Tâmega vêm fazer a artificialização do rio, provocam a implosão do vale, a destruição dos ecossistemas, ou seja, a interrupção da vida natural tal como nós a conhecemos», considera o movimento de cidadãos.
Insurgindo-se contra «a falta de voz de determinação e reivindicação» dos órgãos da região, o movimento quer fazer ouvir a sua voz junto dos órgãos de estado.

Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega

Mais um movimento que agrega aderentes dos concelhos de Cabeceiras de Basto / Celorico de Basto / Mondim de Basto / Amarante e que tem vindo a desencadear acções de sensibilização junto das populações mais directamente afectadas pela projectada barragem de Fridão, dispondo de um blogue acessível em http://cidadaniaparaodesenvolvimentonotamega.blogspot.com/, bem como uma petição/manifesto cujo teor e subscrição estão acessíveis em http://www.petitiononline.com/PABA/petition.html


sábado, 8 de novembro de 2008

Reversível... Irreversível!? Vá lá..."SUBSTITUAM"

Tive a oportunidade de constatar que o Plano da Direcção Geral de Energia, aprovado pelo Governo, e que prevê a construção de inúmeras barragens(PNBEPH), não descartava "a possibilidade de se vir a deparar com dificuldades imprevisíveis na construção de novos aproveitamentos hidroeléctricos de grande e média dimensão..."
Face a tal possibilidade, o dito Plano recomenda o estudo de um cenário alternativo, baseado na realização de reforços de potência de aproveitamentos hidroeléctricos já existentes.
Por estranho que nos possa parecer, aquele Plano admite a possibilidade de substituir o Escalão de Fridão pelo reforço de potência de Salamonde, que designam de Salamonde II.
Pode conclui-se daqui que a Barragem de Fridão é facilmente substituível por uma solução muito menos penalizadora, já que incidirá sobre um rio artificializado em todo o seu curso nacional, não acrescentando mais factores de instabilidade aos já existentes!
Dessa forma as "dificuldades imprevisíveis", receadas, não ocorreriam, e o Tâmega continuaria igual a si mesmo, espelho e reflexo da beleza da nossa região!
Amarante, poderia então, empenhar-se no combate à eutrofização das águas da albufeira do Torrão e devolver ao rio a saúde ambiental que lhe roubaram, a troco de um punhado de KWs de energia, que não sabemos a quem aproveitam!
Essa decisão de "SUBSTITUIR" pouparia inúmeros incómodos àqueles que, não sabendo bem o que devem defender, se sentem "como o tolo no meio da ponte", e aos que sabendo bem quanto a querem, nos tentam convencer do contrário!
Tal solução, SÁBIA DECISÃO, salvaria a face dos que "como quem não quer a coisa" se vão acomodando à ideia de que a barragem é irreversível, e vão convencendo outros da sua fatalidade!
Irreversível é que não é, pois até a querem Reversível, que o mesmo é dizer que a água vai andar ali num sobe e desce até que já "gasta"a deixem escapar, para lhe repetirem a tortura na Barragem do Torrão!
Não sei se quando se escapar, ainda se lhe poderá dar o nome de ÁGUA!? Porque esta, costuma ser incolor, insípida e inodora!
E "aquela coisa" verde, estagnada na albufeira do Torrão,água é que não é concerteza!Repetir a dose a montante de Amarante e na belíssima zona de Fridão... SÓ de LOUCOS ou de CEGOS!Que ninguém se cale! Pois só criando "DIFICULDADES IMPREVISÍVEIS" levaremos os decisores a SUBSTITUIR FRIDÃO POR SALAMONDE!

António Aires

Transcrito do blogue: FORÇAFRIDÃO

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O contrato de concessão da barragem de Fridão será assinado em Dezembro com a EDP.

O contrato da concessão da barragem de Fridão, no rio Tâmega – um empreendimento muito contestado em Amarante – a celebrar entre o Estado e a EDP vai ser assinado em Dezembro, assegurou terça-feira o presidente do Instituto da Água (INAG). Os contratos de concessão com a EDP - que ganhou o concurso para Fridão, Alvito e Foz Tua - com a Endesa - que ganhou Girabolhos - e com a Iberdrola - que ganhou Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões - serão assinados dentro de um mês, afirmou o presidente do INAG.
A atribuição dos contratos de concessão às três empresas será feita por decreto-lei, precisou Orlando Borges.
O responsável salientou que os concursos não tiveram “uma única contestação, o que demonstra a sua transparência e rigor”.
O Governo lançou o ano passado um programa nacional para a construção de 10 barragens, prevendo um investimento total entre os 1.000 e os 2.000 milhões de euros e um aumento da capacidade de produção hídrica do país em 1.100 megawatts (MW), de modo a ultrapassar os 7.000 MW de potência instalada até 2020.Estado encaixa mais de 600 milhões de euros O Estado vai encaixar 624 milhões de euros com a adjudicação da concessão de oito barragens do Programa Nacional de Barragens à EDP, Iberdrola e Endesa, afirmou à Lusa o presidente do Instituto da Água (INAG).
O investimento total nas oito barragens será de cerca de 3.000 milhões de euros e o aumento da produção hídrica, que estava previsto ser de 1.100 megawatts (MW) para as 10 barragens programadas, será “ultrapassado”, afirmou Orlando Borges.
O presidente do Instituto da Água confirmou que as barragens de Almourol e Pinhosão não receberam qualquer proposta no concurso lançado pelo Governo, ficando por construir.
Orlando Borges afirmou, no entanto, que dadas as “fortíssimas restrições” colocadas à construção das barragens de Almourol e Pinhosão, vê como “positiva” a sua não construção.
“Os objectivos que tínhamos com dez barragens [em termos de encaixe financeiro e de produção hídrica], vamos conseguir atingi-los com oito”, afirmou.
Marão online

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Uma cruzada iniciada em 1995

Interessante o texto que se segue, publicado numa das badanas desta brochura

Que melhor hora para rescussitar esta associação!? A lista dos seus fundadores e responsáveis por este texto segue publicada na outra badana.

domingo, 2 de novembro de 2008

Na cama com o Inimigo...


O Bloco de Esquerda acaba de afixar, em diversos pontos da cidade, este cartaz elucidativo da altura da barragem de Fridão relativamente à ponte e Igreja de S. Gonçalo.Face a isto, só resta aos residentes no Centro Histórico e zona ribeirinha, até à quinta geração, aprovisionarem doses hospitalares de ansiolíticos, para conseguirem pregar olho com o monstro a seis quilómetros, à espera de acidente natural, fortuito, ou deliberadamente provocado, para vir por aí abaixo em menos de um ai.

Rio Tâmega:Quercus denuncia o impacto ambiental de mais barragens

Neste endereço


a Quercus denuncia o impacto ambiental da construção de cinco novas barragens no rio Tâmega, previstas no Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico apresentado pelo Governo em Outubro de 2007, que aumentará o problema de eutrofização já patente neste curso de água e cujo ganho energético não justifica os danos ecológicos inerentes.

sábado, 18 de outubro de 2008

Tremores de Terra!? Não , obrigado.

Um dos aspectos que mais me preocupa quando se fala na construção da Barragem de Fridão, é a da segurança da mesma, dado que "...a região em que se inscreve o aproveitamento se situa na zona sísmica C, isto é, de risco sísmico reduzido..."(Anexo 5 do PNBEPH)Só que nesta zona de risco sísmico reduzido(actualmente!) vai ser introduzido um factor de forte instabilidade, que é uma albufeira com cerca de 100 metros de profundidade e com capacidade para uns milhões de metros cúbicos de água.A construção e o futuro enchimento da albufeira numa área recortada por várias falhas, poderá induzir a ocorrência de sismos.A esses sismos, chamam os entendidos,SIR(Sismos Induzidos por Reservatórios) e andam associados a reservatórios com grande capacidade de armazenamento e com elevada altura, como a barragem que aqui querem construir!Andei a tentar aprender algo sobre o assunto e permito-me aqui reproduzir um texto da universidade de Brasília, que me parece elucidativo.Sismicidade Induzida "Além das forças naturais, certas acções do homem podem produzir terramotos localizados como as explosões nucleares. A formação de lagos artificiais, com o propósito de gerar energia, também pode gerar tremores de terra e este fenómeno é denominado sismicidade induzida por reservatórios (SIR). Embora seja um fenómeno raro - são milhares de reservatórios para poucos casos de SIR - ele é considerado um perigo potencial já que existem barragens espalhadas por todo o mundo. Tempos atrás, acreditava-se que os lagos artificiais só podiam gerar sismos de pequena magnitude, associados exclusivamente ao peso da água neles contidas. Constatou-se depois que não se pode descartar a hipótese de uma relação entre terramotos catastróficos e enchimento de reservatórios. Por isso, o estudo da SIR tornou-se um campo de particular importância para as pesquisas sismológicas. Possível mecanismo para geração de sismos induzidosA construção da barragem cria um novo lago, que irá alterar as condições estáticas das formações rochosas do ponto de vista mecânico (em virtude do próprio peso da massa de água), e do ponto de vista hidráulico (em consequência da infiltração do fluido na subsuperfície, que causa pressões internas nas camadas rochosas profundas). A combinação das duas acções pode desencadear distúrbios tectónicos e, eventualmente, gerar sismos, caso as condições locais sejam propícias. Efeito da pressão da água nos poros da rocha Mesmo que o peso da água, em reservatórios com mais de cem metros de profundidade, seja insuficiente para fracturar as rochas da base, a coluna de água exercerá uma pressão hidrostática, empurrando o líquido através dos poros das rochas e de fracturas pré-existentes. Esse incremento de pressão pode levar meses ou mesmo anos, para avançar distâncias não muito longas, dependendo da permeabilidade do solo e das condições de fractura das rochas. No entanto, quando a pressão alcança zonas mais fracturadas, a água é forçada para dentro das rochas, reduzindo o esforço tectónico e facilitando o deslocamento de blocos falhados. Este processo é incrementado pela acção lubrificante da água, que reduz a fricção ao longo dos planos das fracturas e falhas. A água tem ainda o papel de agente químico: ao hidratar certas moléculas, ela enfraquece o material e favorece a formação de novas fissuras, que levam o líquido a penetrar ainda mais profundamente no interior do maciço rochoso.A SIR é, portanto, um fenómeno dinâmico resultante da interacção complexa das novas forças induzidas pelo lago, que passam a interferir sobre o regime de forças naturais previamente existentes. Não se sabe, ao certo, se o reservatório apenas antecipa a ocorrência de terramotos que viriam a ocorrer de qualquer maneira, ou se pode também alterar a magnitude dos sismos. Exemplos mundiais de SIRUm dos casos mais espectaculares ocorreu na Índia, no ano de 1967, no reservatório de Koina, com 103 metros de altura, em região sismicamente estável e geologicamente muito antiga. O sismo atingiu magnitude 6.4 na escala Richter, deixou 177 mortos e 2.300 feridos, além de causar danos estruturais à barragem e outros estragos consideráveis em localidades vizinhas. Na mesma década de 60, observou-se ainda 3 outros casos de SIR, com magnitudes acima de 6.0, em áreas de barragens com altura superior a 100 metros: Xinfengkiang, 105 m, na China; Kariba, 128 m, na Africa; e Kremasta, 147 m, na Grécia. "Ora, as condições do local reúne características muito preocupantes: Uma delas é o facto de a estrutura rochosa estar profundamente fracturada e fragmentada, com predominância de xistos fortemente laminados e fissurados, que vão permitir a infiltração das águas da albufeira, e nem as argilas associadas estão imunes à diluição, pela pressão da água!Além daquela característica, importa referir que a albufeira será vizinha de um couto mineiro largamente explorado, e cuja extensão e dimensão das galerias subterrânes é praticamente desconhecida!Logo, uma zona onde se acrescenta mais este factor de risco, que agrava a possibilidade da ocorrência de sismos induzidos!Todos os amarantinos sabem que ali perto estão as conhecidas Minas de Vieiros e as Minas do Fontão, estas a uma cota que me parece inferior à da superfície que a água virá a ter na projectada albufeira!A penetração da água, devida à enorme pressão que irá exercer, poderá desestabilizar toda a região e originar sismos, cuja gravidade e consequências ninguém está em condições de prever!E continua a bater-me nos olhos aquele pedaço de texto que em tempos li num Estudo de Impacte Ambiental encomendado pela EDP à TECNINVESTE, ENGE-RIO PORTUGAL(Vol. IV do Relatório Síntese III)" Tendo em conta que a albufeira do Fridão será construida numa área recortada por várias falhas de desenvolvimento regional que já apresentam baixa actividade sísmica, PODERÃO EXISTIR RISCOS SIGNIFICATIVOS DE SISMOS INDUZIDOS"Não é de meter medo?

Publicada por António Aires
em http://www.aguaplana.blogspot.com/

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Movimento edita jornal



25 de Setembro de 2008

Temos sobre os ombros o futuro de Amarante

Perante as notícias que começaram a circular em meados de 2007, da eminente aprovação pelo Governo, de um denominado “Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico” (PNBEPH), foi geral a rejeição por parte dos amarantinos mais atentos e dos responsáveis políticos locais, em aceitar a inclusão neste Plano da intenção de construir uma barragem em Amarante, na freguesia de Fridão, a apenas seis quilómetros dos limites da cidade e com uma altura prevista de 90 metros.
Essa rejeição está bem expressa na resolução aprovada, por unanimidade, pela Câmara Municipal de Amarante, em 17 de Setembro de 2007, e que publicamos na última página deste jornal, na deliberação da Assembleia Municipal também de Setembro de 2007 e nas tomadas de posição de todas as estruturas locais dos partidos com actividade política regular no nosso concelho.
No âmbito da Assembleia Municipal foi mesmo constituída uma “Comissão de Acompanhamento” com elementos de todos os partidos políticos ali representados.
Contudo, com o avançar do tempo e apesar do andamento de cruzeiro em que rapidamente entrou todo o processo do PNBEPH com concursos públicos e adjudicações, os principais actores da política local, com os quais contávamos para liderar o processo, não deram qualquer sinal de acção concreta no sentido de informar a comunidade sobre a ameaça que pairava sobre Amarante, ou mesmo qualquer indicação de alguma diligência que tivessem encetado para a combater.
Perante a evidência de tal apatia, decidiu um grupo de amarantinos constituir-se em movimento de cidadãos com o objectivo de informar e mobilizar a população contra a intenção do Plano de construir uma barragem em Fridão.
Não querendo substituir-nos aos órgãos da administração pública, aos partidos políticos, ou às associações cívicas concelhias, consideramos, contudo, que o que está em causa é demasiado sério, demasiado importante, demasiado ameaçador para justificar uma pedrada no charco e o agitar das consciências mal informadas ou comprometidas.
Uma das primeiras decisões deste movimento, que reúne semanalmente na sede da Junta de Freguesia de S. Gonçalo, foi criar um meio de interacção com os cidadãos, o que fez em 25 de Março de 2008, tendo optado por criar um sítio na internet, um blogue, que tem por endereço, http://www.poramarantesembarragens.blogspot.com e onde foram sendo colocadas notícias, opiniões, comentários…
Posteriormente, em 28 de Abril de 2008, avançou o movimento com a divulgação de uma petição à Assembleia da República que pode ser assinada na Internet no endereço, http://www.petitiononline.com/PASB2008/petition.html, ou em folhas de subscrição que circulam pela cidade.
A intenção desta petição é a de levar a Assembleia da República a agendar a discussão deste assunto em Plenário o que será conseguido quando se atingir as 4.000 assinaturas. Nesta data o número de assinaturas recolhidas aproxima-se das 3.000.
Mas, tendo consciência de que a internet não chega ainda à maioria da população, decidiu este movimento cívico lançar este jornal que respiga do blogue “Por Amarante sem Barragens” um conjunto de textos que visam fornecer ao leitor mais informação e melhor conhecimento sobre o desenvolvimento da execução do PNBEPH, do projecto de Fridão e do comportamento de alguns dos seus principais actores.
Os textos seleccionados que, por uma questão de disponibilidade de espaço neste jornal, são uma pequena parte do que está na internet, são apresentados pela ordem da sua publicação e o mais próximo possível do formato do blogue.
Partimos do texto de apresentação datado de 25 de Março de 2008 e terminamos este jornal com a notícia da última proposta apresentada pela EDP, para a construção, não de uma, mas sim de duas barragens em Fridão.
Pretendemos com a publicação deste jornal dar mais um contributo para o esclarecimento dos amarantinos visando uma tomada de consciência sobre as suas responsabilidades enquanto meros depositários de um legado sobre o qual lhe serão pedidas contas pelas gerações futuras.








segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A barragem de Fridão, outras vozes

Mais barragem, menos barragem...

Há bem pouco tempo, ficamos a saber que não é uma barragem que se projecta para construção na área da Freguesia de Fridão, mas sim duas barragens!E, se uma barragem incomoda muita gente, duas incomodam muito mais...Com uma ou duas barragens, é seguro que desaparecerão irremediavelmente algumas das mais belas paisagens do Tâmega, no seu curso amarantino!A perda será irreparável!As matas ribeirinhas, onde pontificam os amieiros, os salgueiros, os freixos e outras espécies irão desaparecer, e com elas, as áreas de refúgio e de nidificação de um elevado número de espécies.Não teremos mais o privilégio de nos encantarmos com a beleza do hipericão florido, com a verde exuberância dos fetos-reais, com a nobreza dos buxos selvagens, com o aroma dos mirtos, com o dourado dos lúpulos floridos ou com a esbelta elegância das cavalinhas!Os penedos que nos convidavam à exploração, a um saudável exercício de sobe e desce, onde se abrigam os alhos selvagens floridos, ficarão para sempre sepultados, por milhões de metros cúbicos de água, de qualidade duvidosa.O rio vai calar-se para sempreO alegre cantarolar das águas por entre as pedras, não passará de uma bela recordação para aqueles que um dia, tiveram o privilégio de conhecer o Tâmega como um rio límpido e livre!Algumas das nossas memórias colectivas vão afogar-se!Amarante perde!Perde irremediavelmente o que ajudou a fazer dela, uma das mais belas terras de Portugal!


Texto e fotos retirados o blogue FORÇAFRIDÃO
http://www.aguaplana.blogspot.com

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Duas pontes, dois pesos, duas medidas e silêncios sepulcrais na alameda Teixeira de Pascoaes



!Barragem do Tua adiada para 2010
Ontem


EDUARDO PINTO


O início da construção da barragem do Tua foi adiado para meados de 2010, um ano depois da data prevista inicialmente. A EDP justifica com a necessidade de introduzir novos elementos no Estudo de Impacte Ambiental.
Os novos dados englobam, entre outros aspectos, informação complementar na área da ecologia e surgem como aditamento àquele processo, cuja fase de consulta pública só já vai ficar concluída até ao final do primeiro trimestre de 2009. Por seu lado, a emissão da Declaração de Impacte Ambiental deverá ocorrer até Julho do mesmo ano.
A EDP já informou os presidentes das câmaras dos concelhos, directa ou indirectamente, abrangidos pelo aproveitamento hidroeléctrico programado para a foz do rio Tua (Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor).
O adiamento do processo não provocou reacções negativas nos autarcas que apoiam a construção. O presidente do Município de Vila Flor, Artur Pimentel, considera que é "normal", pois "para as coisas serem bem feitas levam o seu tempo a preparar". O edil de Carrazeda de Ansiães, Eugénio de Castro, opina que "os adiamentos nunca são positivos", no entanto, acrescenta, "os fundamentos desta decisão não põe em causa o projecto da barragem, nem o andamento das conversações entre as Câmaras e a EDP".
Por seu turno, o presidente da Câmara de Murça, João Teixeira, até classifica a alteração de datas como uma "medida positiva", pois vem de encontro aos interesses dos municípios envolvidos, que encomendaram um estudo para apurar o modelo de desenvolvimento possível para o vale do Tua, com ou sem barragem.
João Teixeira considera também que o alargamento dos prazos vai permitir elaborar "mais calmamente" o Estudo de Impacte Ambiental e, dessa forma, tomar "uma decisão mais próxima do consenso e que melhor defenda o desenvolvimento integrado do vale".
A definição da cota da albufeira da barragem fica agora adiada para meados do próximo ano, não obstante a dos 170 metros continuar a reunir melhores opiniões, por representar o alagamento de menor área agrícola (vinha e olival), bem como alguns acessos rodoviários. Apesar disso e nesse cenário, os últimos 16 quilómetros da linha ferroviária do Tua ficarão debaixo de água, situação contestada por José Silvano.
in JN online

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Última hora: Afinal o drama tem mais um acto

TÂMEGA: EDP propõe-se construir duas barragens a montante de Amarante

A EDP propõe-se construir não uma mas duas barragens no rio Tâmega, a poucos quilómetros da cidade de Amarante, com alturas de 102 metros e 30 metros, servindo a mais pequena de contra-embalse e de regularização do caudal do rio, revela o primeiro memorando apresentado à autarquia.
A barragem prevista em Fridão, próximo do campo de tiro, segundo a documentação a que o Marão Online teve acesso, terá 102 metros de altura e um coroamento de 310 metros.

A barragem mais pequena terá um paredão de 30 metros e um coroamento de 130 metros, à cota de 90 metros.

A instalação de grupos reversíveis no escalão principal (Fridão) e o equipamento do escalão de jusante será avaliada na fase de anteprojecto, revela a EDP, cujos técnicos reuniram há dias com o presidente da câmara de Amarante.

O elevado caudal debitado pelo escalão de Fridão – 350 metros cúbicos/segundo – é a justificação da EDP para construir um escalão inferior, que funcionaria como "modulador" do caudal turbinado pela barragem principal.

A solução apresentada pela EDP é bastante superior ao caudal de referência (240 m3/s) para uma central não reversível, que tinha sido estudada pelos técnicos dos gabinetes que elaboraram os estudos preliminares do plano nacional de barragens.

Segunda barragem no Tâmega
junto à ponte do Borralheiro


Segundo o cronograma apresentado pela EDP decorrerá até Junho de 2009 a elaboração dos estudos ambientais, já adjudicados, estando prevista a discussão pública da avaliação ambiental no segundo semestre do próximo ano.

O segundo escalão, a ser construído um pouco a montante da ponte do Borralheiro, vai inundar os terrenos marginais até ao pé da barragem de Fridão.

O NPA (Nível de Pleno Armazenamento) desta segunda barragem é a cota 85, criando uma albufeira total de 4,5 milhões de metros cúbicos.

A área inundada prevista é de 51 hectares.

Além disso, o caudal da Ribeira de Santa Natália será incorporado neste segundo escalão.

Ainda segundo o cronograma da concessionária das barragens, o projecto definitivo – após emissão da declaração de impacte ambiental (DIA) e do RECAPE (Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução) – será elaborado até ao fim de 2011, fase em que serão desenvolvidos os processos de concurso e dos contratos de adjudicação.

A fase de construção do empreendimento desenvolver-se-á entre 2012 e o fim de 2016, data do início de produção eléctrica.



in: Marão Online 22.09.2008

MRPP organiza debate

O MRPP organiza dia 27 deste mês, pelas 16,00 horas, uma sessão de debate sobre a barragem de Fridão, no cinema Teixeira de Pascoaes, em Amarante na qual participará o seu dirigente nacional Garcia Pereira e para a qual covidou o Movimento Por Amarante sem Barragens, o deputado municipal dr. Emanuel Queirós do movimento "Amarante com Ferreira Torres" , e as associações ambientalistas Quercus e Coagret.

Um Ministro, um plano, duas retóricas

Afinal em que ficamos? A questão dos transvazes está ou não arredada das considerações do Plano Nacional de Barragens ...!? Se calhar tanto quanto a questão ambiental haver sido decisiva para a escolha e o cerne da questão, a avaliar pela barragem de Fridão, Amarante ainda tem que ficar agradecida.
A visão do Ministro Nunes Correia sobre as vantagens acrescidas das barragens, apesar dos custos ambientais



Recursos hídricos
Ministro do Ambiente exclui transvazes no Plano Nacional de Barragens
2007-10-04 16:58:00 Lusa

O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, garantiu hoje que os transvazes “estão arredados das considerações” do Plano Nacional de Barragens, no qual foi dado um “peso muito particular às questões ambientais”.

“Os transvazes não estão previstos e não foram considerados na avaliação sobre o potencial destas barragens”, garantiu.

Segundo o ministro, as barragens “foram analisadas de três formas: o seu potencial hidroeléctrico, componentes sócio-económicas, no quadro das bacias hidrográficas, e não no quadro dos transvazes e, finalmente, as questões ambientais”.

O plano nacional aponta como localizações Padroselos, Vidago, Daivões, Gouvães, Fridão, Foz-Tua, Pinhosão, Girabolhos, Alvito e Almourol. A consulta pública termina em Novembro.

Nunes Correia salienta que, com este plano, não se pretende fazer “business as usual”, mas “inaugurar uma nova abordagem de planeamento hidráulico”, que se prende com a avaliação ambiental das localizações propostas.

Na selecção e análise dos 25 locais com potencial de implantação, Nunes Correia frisou que a questão ambiental foi “decisiva para a escolha”, tendo constituído “o cerne do processo de decisão”.

domingo, 14 de setembro de 2008

Amarante TV entrevista Hugo Silva sobre Fridão

O sitio "Amarante TV" disponibiliza uma entrevista, em três partes, com Hugo Silva, membro deste movimento "Por Amarante Sem Barragens" que pode ver aqui:

http://amarante.tv/index_in.html

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

TÂMEGA: Fisgas do Ermelo poderão desaparecer com desvio do rio Olo para barragem de Gouvães - Rui Cortes

A construção de cinco barragens na bacia hidrográfica do Tâmega e de três derivações de cursos de água, incluindo uma no rio Olo, vão afectar seriamente toda a zona envolvente a este rio internacional e o Parque Natural do Alvão, enquanto as célebres cascatas das Fisgas do Ermelo poderão mesmo desaparecer.
O alerta é do professor Rui Cortes, docente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e especialista em estudos ambientais, escrito num artigo publicado há dias no sítio "Esquerda.net", publicação digital do Bloco de Esquerda.
"Este conjunto de [quatro] barragens, mais Fridão, irá mudar completamente o Tâmega e os afluentes mais importantes. E todas as povoações ribeirinhas. O Tâmega desaparecerá como nós o conhecemos, dado que desde a fronteira até Amarante será quase uma longa albufeira com cerca de 150 km de comprimento", refere o especialista no seu artigo.
Rui Cortes tem participado em diversos colóquios realizados por ambientalistas, que se opõem às barragens e, há alguns meses, alertou também a população de Amarante para as consequências ambientais que a construção do aproveitamento de Fridão provocará na cidade.

Fisgas do Ermelo afectadas

Rui Cortes sublinha que o desvio de água do rio Olo – imediatamente a juzante da povoação de Lamas de Olo, em Vila Real, e um pouco antes da cascata de Ermelo, para a albufeira de Gouvães – constitui mais uma ameaça para a região, sobretudo para a cascata "Fisgas do Ermelo".
Terá lugar uma forte diminuição do caudal do Olo devido ao desvio das águas a apenas algumas centenas de metros a montante daquela cascata.


"Os aproveitamentos de Gouvães e Padroselos localizam-se em dois dos afluentes mais interessantes em termos ambientais. No primeiro caso, a barragem terá 36 m de altura e 173 m de comprimento, localizando-se no Rio Torno. Mas desviará ainda a água dos rios Viduedo, Alvadia e Olo. As célebres cascatas das Fisgas de Ermelo poderão desaparecer e o próprio Parque Natural do Alvão será profundamente afectado", considera o especialista ambiental.
O projecto das quatro barragens da cascata do Tâmega, como é conhecida – Daivões, Gouvães, Padroselos e Alto Tâmega –, foi adjudicado ao grupo espanhol Iberdrola.
Além da derivação do Olo, um canal com 7,8 quilómetros, a albufeira de Gouvães será ainda alimentada pela derivação de mais dois rios Alvadia (canal de 4,4 km) e de Viduedo (3 km).
Com estas afluências à albufeira de Gouvães, a energia produzida naquela barragem em ano médio é estimada em 153 GWh/ano.

Uma das maiores
cascatas da Europa


Considerado um "ex-libris" do Parque Natural do Alvão, a cascata Fisgas do Ermelo fica localizada na freguesia de Ermelo, concelho de Mondim de Basto, distrito de Vila Real.
Segundo a descrição, a cascata de Ermelo "é uma das maiores quedas de água de Portugal e uma das maiores da Europa".
Várias enciclopédias assinalam a cascata de Fisgas do Ermelo: "[A água do rio Olo] não se precipita numa vertical absoluta, fá-lo através de uma grande barreira de quartzitos formando um profundo socalco. As suas águas separam as zonas graníticas das zonas xistosas das terras envolventes".
O desnível da cascata estende-se ao longo de 200 metros de extensão "cavados ao longo dos milénios da sua existência pelas as águas calmas mas perseverantes do rio Olo".
O acesso para a cascata de Fisgas do Ermelo pode ser feito pelas estradas florestais que ligam Lamas de Olo à localidade de Ermelo ou a partir de Mondim de Basto e Vila Real através da estrada EN304, junto à aldeia de Ermelo e à ponte sobre o rio Olo.

[Fotos de Philstudio e do ICNB]

Sobre a ameaça que paira sobre o Olo e por consequência sobre Amarante, pode ler outros textos no arquivo do mês de Maio deste blog.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

"Subsídio" da Autoridade Nacional de Protecção Civil para a compreensão da ameaça que paira sobre Amarante






Cheias Induzidas por rotura de Barragens

Em Portugal Continental existem actualmente quase 100 grandes barragens e cerca de 800 de média e pequena dimensão, a grande maioria construída há já umas décadas. Apesar de projectadas e edificadas com toda a segurança, existe sempre algum risco de ocorrer a rotura de uma barragem, quer por colapso da sua estrutura, quer por cedência das fundações.
A rotura de uma barragem induz a jusante uma onda de inundação que pode afectar muitas vidas humanas e causar elevados danos materiais.

A actual legislação Portuguesa sobre segurança de barragens exige que as grandes barragens efectuem uma análise do risco de rotura e obriga os donos das barragens e as entidades governamentais a definirem mapas de inundação (com base em modelos hidrodinâmicos), de modo a permitir a definição de zonas de risco. Exige ainda que possuam planos de emergência, incluindo sistemas de alerta e aviso.